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Vale do Capão: um vilarejo fascinante na Chapada Diamantina

Vale do Capão - Chapada Diamantina
escrito por Sandra Hupsel

Vale do Capão: um vilarejo fascinante na Chapada Diamantina. Dentre tantos lugares que fazem parte da Chapada, o vilarejo se destaca pela beleza natural e, principalmente, pela energia das pessoas. O lugar reúne gente de todo o mundo com algo em comum: contato com a natureza, mas com muito respeito e amor.

Caeté-Açu, conhecido como Capão ou Vale do Capão é sem dúvida um paraíso escondido, mágico, repleto de “good vibes”.

De fato, o espetáculo da natureza exuberante, com belíssimas montanhas, cachoeiras maravilhosas, banhos revigorantes e belas caminhadas tornam o cenário encantador.

Para completar, alternar as longas caminhadas e os calçados de trekking com os pés descalços, momentos de reflexão e puro relaxamento, certamente, é outra opção de lazer que vale a pena. Tanto que várias pousadas oferecem práticas terapêuticas como: retiros espirituais, yoga, rodas de cura, massagem, acupuntura, estudos xamânicos, etc. 

Mas talvez a primeira impressão de quem vive em cidade grande seja de susto.

Por isso, antes de contar toda minha jornada no Capão, quero ressaltar dois pontos. Primeiro que praticamente não tirei fotos, pois fui para desconectar e reconectar, então, não levei câmera e quase não lembrava do celular.

Em segundo lugar, é bom saber que lá não é lugar de badalação ou luxo. Então, só vá se estiver na vibe de curtir simplicidade e tranquilidade. Decerto, um lugar para ir sempre que desejar buscar equilíbrio, conexão e luz.

Nesse artigo, vou tentar mostrar um pouco do paraíso para aqueles que não conhecem e que desejam conhecer. No entanto, tudo que eu disser por aqui será pouco e não irá demonstrar a essência do Vale do Capão.

Mas lembre-se, cada experiência é única e certamente com você será diferente.

Um pouco da história do Vale do Capão

Antes da chegada dos portugueses, assim como em outras áreas do país, a região era habitada por índios. Por volta de 1860, alguns franceses se instalaram por lá e deram início a produção do café. A região também prosperou com a exploração de diamantes, mas ao mesmo tempo, passou por momentos tensos devido a exploração do trabalho e a disputa pelas pedras preciosas.

Mas entre 1910 e 1960, a região entrou em decadência, sendo deixada de lado. Após este período, na época do movimento hippie, o vale foi redescoberto por jovens adeptos ao movimento. A partir daí foi criado muito misticismo em torno do Vale e sua natureza exuberante.

Vale do Capão - Foto @andrechapada30
Vale do Capão – Foto @andrechapada30

Aliás, ainda hoje, muitas pessoas chegam dos grandes centros urbanos e até de outros países, à procura de autoconhecimento, espiritualidade, contemplação e uma vida mais sustentável. 

Como chegar ao Vale do Capão 

Antes de explicar como chegar ao Vale do Capão, é importante falar sobre a Chapada Diamantina, uma região de serras, que também abrange um parque nacional, composta por vários municípios, incluindo o de Palmeiras, onde fica o Capão.

Foto: guiadachapadadiamantina.com.br

Localizado a aproximadamente 470 quilômetros da capital baiana, existem três maneiras para chegar lá a partir de Salvador.

  • Avião – De Salvador a Lençóis, (em torno de 1 hora), em seguida ônibus ou táxi até o Vale do Capão 74 Km (1h40). Mas não existem voos todos os dias.
  • Carro – De Salvador ao Vale do Capão, 470 quilômetros, em torno de 7 horas de viagem. Vale dizer que a estrada possui trechos ruins e depois que você passa por Palmeiras, a estrada até o Capão, é de barro. Portanto, com muitas subidas e descidas, ou seja, é com emoção tanto para os viajantes, quanto para o carro, risos.
  • Ônibus – Da rodoviária de Salvador até Palmeiras, em torno de 8 horas. Chegando em Palmeiras, você encontra carros que fazem o translado coletivo para o Vale do Capão num trajeto de 20 quilômetros.

O acesso por estrada de terra e com buracos a partir de Palmeiras, faz parecer que o Vale do Capão nunca chega. Mas de uma hora para outra o vilarejo aparece com sua praça cercada de casinhas e moradores jogando conversa fora.

Entrada do Vale do Capão

Dica de ouro: Se puder ir de carro, mesmo que seja alugado, vá, pois para fazer muitos passeios é necessário um meio de transporte. Além disso, as melhores pousadas ficam afastadas do centrinho. Então, se for alugar, a gente usa e recomenda a Rentcars.

Quando ir

Em primeiro lugar, Vale do Capão pode ser visitado durante todo ano e a escolha da melhor época depende do seu perfil de viajante. Portanto, considere o clima, se atentando a temperatura de uma forma geral e ao volume de chuva, que tem seu lado bom, mas também seu lado ruim.

Em segundo lugar, é bom considerar o período de baixa e alta temporada. Essa última é sempre nas férias escolares e nos feriados prolongados, o que torna a viagem mais cara e os lugares mais cheios.

A saber, clima no Vale do Capão é dividido em dois períodos. O verão, de novembro a março, quente e úmido, marcado pelo aumento das chuvas, portanto, mais verde, mais água nos rios e cachoeiras, além da água estar menos fria.

Parque da Chapada Foto: guiadachapadadiamantina.com.br

Já no inverno, de maio a setembro, é seco e frio, menor chance de chuva e com temperatura mínima podendo chegar a 10º no início e fim do dia. A temperatura máxima fica em torno de 25º, o que alivia na hora de fazer as trilhas.

Bem, mas tudo isso funciona perfeitamente na teoria, pois a natureza nem sempre segue o previsto, não é? Fomos em setembro, início e final do dia com temperatura em torno de 18º e 20º. Durante o dia, pegamos 30º e tivemos que usar bastante protetor e beber muita água. Ah, quanto ao volume das cachoeiras, estava ótimo!

Quanto tempo ficar

Eu sugiro no mínimo 5 dias. A cidade é pequena, mas os passeios são vários, demanda tempo para se deslocar até as atrações, além disso, sentir a energia do lugar faz toda a diferença.

Para quem não vai de carro, as agências até organizam mais de um ou dois passeios por dia, mas acabam sendo bem corridos.

A Vila do Capão

A Vila do Capão é bem simples, praticamente três ou quatro ruas, algumas sem calçamento, com um coreto no meio da praça onde acontecem eventos e estão as agências, restaurantes, mercados e lojinhas. 

Alias, é uma delícia poder circular com tranquilidade e segurança, encontrar pessoas diferentes, entrar em sintonia com boas energias, comer um pedaço de pizza na rua, ficar na calçada, sem preocupação e curtir o momento.  

Não importa se os viajantes estão apenas de passagem ou vivendo no lugar. O que se sente no Capão é uma sintonia entre todos, inclusive com os nativos da região.

Onde comer no Vale do Capão

O forte de lá é comida caseira, natural, orgânica e vegetariana, mas você acha algumas opções mais elaboradas. Também tem cervejas artesanais, sucos naturais, vinhos e cachaças. Mas desde já adianto que não tem muitos restaurantes.

De qualquer forma, tem comida para deixar qualquer um satisfeito, tanto no sabor quanto no bolso. O legal é que muitos restaurantes têm suas próprias hortas, e para quem curte, tem muita oferta de comida vegetariana e vegana. Mas se até na Disney já tem comida vegana, imagina no lugar como esse?!

Vila - Vale do Capão

Para almoço tem dois restaurantes de comida caseira que eu conheci: o Restaurante de D. Beli e o Restaurante de D. Dalva que ficam na rua principal. São lugares simples mas com comida saborosa e preço justíssimo.

Quer comer uma comida mais elaborada? Vá ao Restaurante Oxe Restrô, que é de um chef carioca de nome Luiz, que foi para o Capão e lá se fixou. Também fica na rua principal. Comida saborosa e preço compatível, mas não tem muita variedade e têm queixas do atendimento na net. Nós não tivemos problemas. Além dele, o Orquídea Negra Bistrot oferece uma comida elaborada.

Já o Varanda Pizzaria Bar e Restaurante é uma boa opção para quem quer comer pizza ou comida italiana com fartura. Mas se você desejar um doce ou um café, sugiro a Cafeteria São Benedito.

Onde se hospedar no Vale do Capão

O Capão tem hospedagem para todos os gostos e bolsos, entretanto as pousadas mais charmosa ficam um pouco afastadas do centro.

Fiquei hospedada na charmosa Pousada Rosa dos Ventos e embora seja afastada da Vila (em torno de 3 km), você consegue ir a pé, mas não tem iluminação à noite e a estrada é de barro.

Situada em frente ao Morro Branco e ao Morro do Candombá, a pousada é integrada à natureza. Sem dúvida, um verdadeiro espaço voltado a espiritualidade, privilegiado pela sua localização entre as montanhas favorecendo experiências de paz e quietude.

Mas o destaque fica por conta dos chalés “Fogo” que têm vista panorâmica – uma parede de vidro – para o morro ou para o Vale do Pati, ou seja, o próprio quarto é uma experiência e só ficar nele já era uma maravilha. Além disso, as acomodações têm varanda com rede e banheiro com vista para o jardim. Um sonho!

Ah, antes que perguntem, o café da manhã é bastante variado e bem saboroso. E para completar, todos os funcionários são extremamente simpáticos e gentis. Recomendo com toda a certeza!

Deixo aqui outras opções de pousadas com boas avaliações: Pousada do Capão Chapada Diamantina, Pousada Villa Lagoa das Cores, Pousada Lendas do Capão – possui chalés na árvore.

O que fazer no Vale do Capão

O ritmo do Capão é bem singular. Na parte da manhã as lojas abrem, fecham para o almoço e só reabrem no meio da tarde. À noite o clima é mais animado com os turistas que voltaram dos passeios e moradores passeando pela rua.

É do Vale do Capão que partem algumas das melhores trilhas, como a do Vale do Pati, Cachoeira da Fumaça, Morro do Pai Inácio, Cachoeira do Riachinho, entre outras. Mas poucos lugares são acessíveis à pé e alguns precisam de guia.

Como sabia que não conseguiria conhecer tudo como gosto em 5 dias, selecionei as que achei mais interessantes.

Mas mesmo assim não seguir toda minha programação, pois como sempre falo aos clientes do Agarre o Mundo, a gente planeja a viagem, elabora o roteiro dia a dia, contudo não é engessado e pode-se fugir da rota sempre que desejar.

Cachoeira da Fumaça

Apesar de muitos relatos de ser a cachoeira mais alta do Brasil, a verdade é que pairam dúvidas, pois existe muita dificuldade para acessar os pontos mais altos e assim, comprovar. Mas pelo menos num ponto todos concordam: com melhor acesso no Brasil, ela é a mais alta.

Cachoeira da Fumaça - Vale do Capão Foto: guiadachapadadiamantina.com.br
guiadachapadadiamantina.com.br

Localizada na entrada de Palmeiras, certamente, é uma das principais atrações. Os 340 metros de queda livre sempre proporcionam espetáculos, seja quando possui forte volume de água ou quando seu volume é apenas um filete, que vaporiza pelo vale antes de tentar tocar o fundo, criando a famosa cortina de fumaça!

Existem 2 tipos de trilhas para chegar à cachoeira: por cima, meio mais acessado e rápido e por baixo, com grau de dificuldade alto, que dura 3 dias, sendo feita pelos mais aventureiros e tem 36 quilômetros.

Embora a vontade de conhecer, não a coloquei no meu roteiro, pois seriam no total 12 quilômetros, em torno de 4 horas de caminhada, debaixo do sol e eu havia lido relatos que classificavam a trilha como difícil. Mas quando viajamos acompanhados é importante que a viagem seja boa e deixe memórias inesquecíveis para todos.

Assim, não tive outra opção, pois meu companheiro queria ir. Confesso que enrolei um pouco para ficar tarde e não dar tempo, mas não teve jeito, lá fui eu, mesmo sem preparo físico, debaixo do sol de 30 graus, às 11 horas da manhã, subir a Cachoeira da Fumaça. Ah, sem guia, numa trilha não sinalizada, pois não tinha nenhum naquele momento e já estava tarde demais.

A trilha…

A trilha de ida dura em torno de 2h30 e começa na Associação dos Guias. Lá você registra seu nome e paga a taxa de visitação. O local disponibiliza banheiro e tem água para comprar. Ah, eles oferecem “um galho de arvore”, semelhante a um bastão, que só entendi o porquê quando comecei a trilha, pois ele serviu como apoio tanto na subida quanto na volta.

Eu sendo desafiada pela trilha da Fumaça

No início, você sobe a montanha por 2 quilômetros, depois o terreno fica menos irregular. De fato, o início é bem duro e exigiu mais fôlego e esforço físico de moderado à avançado, coisas que eu não tinha. A subida é toda irregular, formada por pedras e se você não tiver cuidado, pode cair.

Como a maior parte da trilha é feita no alto da montanha, chamados de Gerais da Fumaça, a vista do Vale é incrível. Mas por várias vezes parei e pensei em desistir. Também paramos para descansar, comer e beber água.

De fato, quando você chega, o paredão é imenso e impressiona. A melhor maneira de vislumbrar a água que jorra de um buraco no paredão é de cima, arrastando-se até a beira do precipício.

Por conta da altura, da possibilidade de vertigem e por segurança, as pessoas costumam deitar no chão só com a cabeça em direção ao vale para contemplar o visual da Fumaça. Como existia uma longa fila de visitantes fazendo as famosas fotos, preferimos ficar em outro canto, que aliás, era próximo a “beirada”, contemplando a cachoeira e os passarinhos que se aproximavam.

Dificuldade e superação…

Em síntese, não foi fácil chegar ao topo. Em alguns momentos me perguntei porque tanto esforço, mas sabe o que foi incrível? Saber que cheguei onde queria chegar. A vista lá em cima foi uma das coisas mais maravilhosas que vi e retornei pensando que temos poder sobre nós mesmos e que muitas vezes pensamos em desistir de algo por conta das dificuldades, mas se você quer, persista que conseguirá.

Dicas: A descida exige bastante dos músculos e articulações. O trecho “plano” é quase todo sem sombra. Tanto no caminho, quanto na Cachoeira da Fumaça não tem banho ou água disponível para beber, tornando o caminho mais cansativo. Portanto, leve água e não siga meu péssimo exemplo que fui quase meio dia, vá cedo!

Além disso, sugiro que contrate um guia, pois existem bifurcações. Vi algumas pessoas indo sozinhas como a gente, mas Fernando tem um “bom senso” de localização e foi fazendo o caminho conforme as “pegadas” no chão.

Então, logo que chegar no Vale do Capão se informe com a Associação e deixe o seu guia reservado. Ou acesse o site da Associação de Guias e faça sua reserva.

Morro do Pai Inácio

Localizado na cidade de Palmeiras, o Morro do Pai Inácio vai tirar seu fôlego duas vezes. Primeiro ao subir, em seguida, ao chegar lá em cima.

Morro do Pai Inácio - Vale do Capão

A 1.150 metros de altitude, o morro mostra uma bela vista panorâmica da Chapada. De fato, uma subida curta, mas é íngreme, com 300 metros, então, exige uma “certa” disposição do viajante. Tanto que tive que parar duas vezes no meio do caminho, pois a subida é através de pedras e todo cuidado é pouco para não desequilibrar.

Contudo, ao mesmo tempo que a gente sobe já se depara com imagens exuberantes e que leva ao topo de um belo cartão postal, com uma vista fascinante para morros famosos, como o do Camelo e os Três Irmãos.

São 360 graus de paisagem de tirar o fôlego, ainda mais, se você for no fim da tarde. Impossível não se sentir em paz em meio ao silêncio, ao vento e ao visual, cercado por imensas formações rochosas. Fui para ver o pôr do sol e fiquei encantada,

Na entrada, paga-se uma taxa de visitação. Antes da subida e na descida, você assina o nome como garantia que foi e voltou. Neste mesmo local, você encontra algumas bebidas e lanches para comprar.

Fazenda Pratinha

Localizada no município de Iraquara, a Fazenda Pratinha, tecnicamente falando, não faz parte do Parque Nacional, pois é uma propriedade privada. Portanto, para acessar você paga um ingresso que atualmente (março/2021) custa 60 reais.

Fazenda do Pratinha - Chapada Diamantina

A atração possui águas transparentes na qual é possível ver peixinhos nadando. Além disso, é possível a prática de atividades como stand up, tirolesa, flutuação na caverna, passeio de caiaque, entre outras. Entretanto, as atividades são pagas individualmente.

A Gruta da Pratinha

Dentro da fazenda há um mirante de onde é possível observar a maior parte do rio. Após sair do mirante, tem uma escada que conduz a Gruta da Pratinha, cuja água é bem azul. Lá, se você resolver entrar na água, saiba que não pode tocar os pés no fundo da Gruta, pois é formada por minúsculas conchinhas que são destruídas ao pisar.

Então, você pode fazer a flutuação pela parte interna da gruta (de colete e acompanhado por um guia), ou simplesmente observar do lado de fora. Preferimos só olhar e ficamos a maior parte do tempo no rio de águas cristalinas, que é fria no momento que você entra, mas depois fica bem agradável.

Almoçamos no restaurante local e a comida estava bem saborosa.

Criei muita expectativa em relação ao lugar por conta da cor da água. De fato, a natureza é exuberante, mas como todo lugar que faz parte da rota turística tradicional, estava cheio, a música do local se misturava com a música de outros visitantes e confesso que não foi uma das melhores experiências. De qualquer forma, vale a pena conferir, pois como sempre falamos, cada viajante tem seu perfil.

Dica: Possui uma área bem extensa, mas é possível percorrer os principais pontos tranquilamente a pé. Geralmente é um passeio de dia inteiro, então, para aproveitar melhor suas atrações, chegue cedo. 

Cachoeira do Mosquito

Antes de tudo, o nome não é porque tem mosquito, risos. Situada no Complexo Turístico Fazenda Santo Antônio, na cidade de Lençóis, seu nome se refere aos pequenos diamantes chamados mosquitos que eram encontrados no local.

Cachoeira do Mosquito - Vale do Capão

O acesso de carro é feito até a parte superior, seguido por uma trilha. O espaço é um dos únicos da Chapada com acessibilidade para cadeirante que podem avistar a cachoeira a partir de um mirante. Para ter acesso ao lugar paga-se uma taxa de entrada.

Mirante da Cachoeira do Mosquito - Vale do Capão
Mirante da Cachoeira do Mosquito

Em seguida tem uma trilha de 1,5 quilômetros, de nível de dificuldade médio com muitas escadas naturais de pedras, mas vale a pena, porque a cachoeira é lindíssima. Além disso, o local transmite muita paz. Sem dúvida o passeio que mais gostei.

A queda d’água de 50 metros é muito gostosa, apesar de ser gelada. Além disso, você pode fazer mais uma trilha para ver a cachoeira de cima e tomar banho nas “piscinas” que se formam antes da cachoeira.

Dica: Apesar da água escura, é a mais limpa segundo estudos. Procure saber antes se a cachoeira está cheia, pois é quando se tem o melhor banho.

Dicas extras do Vale do Capão

Dê carona:

Como assim dar carona? Isso mesmo! É cultural do lugar e bastante comum no Capão dar carona aos pedestres que você encontra pelo meio do caminho, pois os meios de transportes na região são limitados e existem muitas casas, pousadas e campings afastados da vila.

Confesso que no primeiro momento fiquei apreensiva, apesar de saber que o Vale do Capão é um local seguro. Pelo menos nas pesquisas que fiz não vi relato de qualquer tipo de violência. Talvez, se tivesse com amiga, evitaria.

Entretanto foi uma experiência e tanto. Cada carona que dávamos, na saída e no retorno à pousada, ouvíamos uma história de vida diferente. Gente que veio da Europa para passar um tempo, gente que vive pulando de cidade, de país. Gente que veio de cidades grandes para passear e nunca mais voltou, gente que encontrou o amor, enfim, uma troca de aprendizado tão boa que depois da primeira carona, eu já saía da pousada catando gente para dar carona, risos.

O que levar para o Vale do Capão:

Essas dicas são de extrema importância para que você realize suas trilhas de forma segura. Lembrando que a maioria delas deve ser feita juntamente com um guia, que, além de auxiliar, ainda poderá contar a história da região. De quebra, você ajuda a economia local.

  • Tênis: escolha calçados confortáveis, pois você enfrentará caminhos íngremes e trilhas com subidas e descidas. 
  • Água: carregue uma garrafinha de água para todas as atrações, pois, em muitas delas, não há barracas para se abastecer. 
  • Lanches leves: não esqueça de levar lanches leves, como biscoitos e frutas. Isso porque você poderá sentir fome durante ou após a caminhada. 
  • Protetor solar: lembre-se de levar seu protetor solar, pois o sol poderá incomodar bastante, sobretudo no verão. 
  • Repelente: como todos os locais pelos quais você passará são na natureza, se proteja contra os mosquitos – sobretudo se você for alérgico.  
  • Kit de primeiros socorros e medicamentos básicos.
  • Roupas confortáveis: além dos calçados, opte por roupas leves e que sequem rápido, para que não se sinta desconfortável. 

Dicas para aproveitar mais o Vale do Capão: 

Morro Branco - Foto: @capaovibes
Morro Branco @capaovibes
  • Desapegue do tempo e das listas do “tem que”.
  • Esconda o relógio.
  • Fique sem fazer nada pelo menos um turno, ao chegar.
  • Deixe a dieta em casa.
  • Entre no ritmo do Capão: sem pressa, sem agonia… dobre o tempo, se precisar.
  • Sente na calçada da vila e apenas observe.
  • Nas trilhas, fale menos e aproveite mais.
  • Esqueça o luxo e curta a simplicidade, o Capão é lugar de desapego.
  • Aproveite para cuidar do corpo e do espirito.
  • Dê carona, se tiver oportunidade, é uma troca incrível.
  • Converse com as pessoas, pois é um lugar de aprendizado.
  • Respeite as pessoas e suas escolhas.
  • E seja, simplesmente, FELIZ !

E por aqui encerro meu tour pelo Vale do Capão

O Vale do Capão é um daqueles lugares alto astral que seduz desde a primeira visita. Portanto, se você precisa de dias de sossego, longe de barulho de carros e correria das grandes cidades, conheça agora mesmo o Capão! 

Porque é isso que o Vale do Capão faz com a gente, nos deixa mais em paz, a energia começa a fluir, as más energias vão embora, a gente começa a querer praticar o desapego, começa a dar caronas pela estrada e achar isso normal. Enfim, entende que dá para viver desapegada e ser feliz.

Enfim, um lugar de harmonia, paz e amor que roubou meu coração.

Ah, se tiver dicas de lá para compartilhar conosco e com outros leitores, agradecemos. Sugestões e críticas também são bem-vindas!

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Sandra Hupsel

Baiana, mora em Salvador. Sensível e curiosa, gosta de ler e estudar sobre vários assuntos. Especialista em nutrição clínica e oncológica. Sempre gostou de viajar e após experiências negativas com os pacotes prontos de viagem, passou a organizar suas próprias viagens, de familiares e amigos. "Se faz sentir, faz sentido,"

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