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Turismo: O sonho de viajar sem conflito com o destino

Balão de ar sobrevoando o mar.
escrito por Agarre o Mundo

Turismo: Viver o sonho de viajar sem conflito com o destino. Claro que não é o momento para viajar. Os aviões podem não estar no ar, mas com certeza, a nossa vontade de viagem permanece, e quem sabe, está até maior.

Contudo, em breve, as portas do mundo se reabrirão e esse é o momento para sonhar, se inspirar, planejar e ficar pronto para explorar o mundo novamente. Afinal, o futuro pertence àquele que acredita na beleza dos seus sonhos.

Além disso, é a capacidade de fazer planos e pensar no futuro que mantém a sanidade mental e resiliência em tempos de calamidade pública.

De fato, viajar é algo importante, uma das oportunidades mais incríveis que temos e, até mesmo, uma necessidade. Decerto, expandimos nossa energia e a conectamos com tudo que o mundo tem a oferecer.

Pronto para essa viagem?

Viajar é preciso porque enriquece

A psicologia da viagem

Turismo x Coronavírus

Turismo sustentável

Viajar é preciso porque enriquece

Mulher com um globo abaixo do braço.

Sim, gasta-se dinheiro, mas ganha-se em todos os sentidos – mentalmente, visualmente, energeticamente e organicamente.

De fato, mergulhar nas tradições e viver em lugares diferentes nos ajuda ampliar a visão e a alimentar e satisfazer a curiosidade pelo desconhecido.

Com efeito, em cada viagem ocorrem mudanças, aprendizados, adquirimos novos conhecimentos, novos pontos de vista, novas descobertas e assim nos tornamos pessoas melhores.

Alguns viajam para fugir da realidade e esquecer problema ou só porque estão de férias. No entanto, para muitos é uma maneira de se encontrar, entrar em contato com sentimentos profundos, de descobrir, aprender e ver o que nunca imaginou que existia.

Como se saíssemos do nosso mundo para ver outras possibilidades de ser e ter. Ou seja, outras realidades, maneiras, costumes.

Surpreendentemente, tudo isso contribui para sermos menos preconceituosos, mais humildes e mais empáticos com o próximo.

A psicologia da viagem

Um homem pensando com uma caneta perto da boca.

De acordo com a pesquisa de Dr. Tomas Gilovich, cientista e pesquisador da área da psicologia, da Universidade de Cornell, experiências vividas, como viajar, lhe deixa mais feliz do que bens materiais, pois a felicidade dos bens materiais tem prazo de validade, sendo substituída pelo desejo de novos produtos.

Igualmente, outro estudo feito em paralelo por cientistas, mostrou que conectar com outras pessoas ao invés de conectar com bens materiais, lhe deixa mais sociável.

Enquanto outra pesquisa conduzida pela OnePoll e feita com 2000 adultos americanos, mostrou que 3 em cada 5 americanos já salvaram um relacionamento com uma viagem a dois.

Entretanto, vale atentarmos para o fato que o turismo nem sempre é sustentável e muitas vezes até prejudicial ao meio ambiente e as pessoas que ali vivem.

É claro que a pandemia não foi um pedido da natureza, mas é notório que a mesma tinha uma enorme necessidade desta pausa.

De fato, com o confinamento desaceleramos e começamos a pensar, tanto como viajantes, quanto como profissionais do setor de turismo, em novas formas de estar no mundo, seja no nosso local de moradia, seja ao fazer turismo em qualquer outra região.

Talvez, o alerta global para a necessidade de atenção ao turismo sustentável seja ouvido agora. Não sabíamos o que era uma pandemia, como resultado, estamos aprendendo a lidar com os novos comportamentos demandados.

Turismo x Coronavírus

Globo mundi e coronavírus

Com a pandemia do COVID-19, as autoridades foram “obrigadas” a garantir a segurança da população, contudo, deverão aplicar medidas econômicas que evitem uma crise mundial incomparável.

Inegavelmente, um dos setores mais atingidos foi o do turismo. Assim, companhias aéreas, hotéis e todos segmentos ligados ao turismo experimentam algo ímpar na história do setor.

Nem durante outras crises aconteceu algo semelhante, ou seja, o esvaziamento total em todo mundo.

Uma vez que o fechamento do comércio e das fronteiras foram necessários para controlar uma disseminação maior do vírus, houve impacto na economia global.

Conforme a revista Exame, cerca de 1 milhão de trabalhadores do turismo estão com emprego em risco.          

A saber, até o início da pandemia, o setor de turismo era responsável por empregar 1 em cada 10 pessoas no mundo e respondia por 10% do PIB mundial. Em suma, esperava-se um crescimento de 3 a 4% no ano de 2020.

De fato, nos primeiros meses de 2019, destinos em todo o mundo receberam 1,1 bilhão de visitantes, 43 milhões a mais do que igual período em 2018.

Turismo antes e depois da pandemia

Fonte Trevi chega de turistas.

Aliás, antes da pandemia, o problema do turismo era outro, o overturismo ou overtourism, termo que se espalhou pelo mundo desde 2018 e que define o impacto negativo que o turismo pode ter nos lugares quando toma proporções não sustentáveis.

Provavelmente, todo viajante já sentiu em algum momento os sintomas do overturismo, como a fila insuportável nos parques de Orlando; a impossibilidade de ver de perto a Mona Lisa no Louvre; a decepção com paraísos como Maya Bay na Tailândia e ilhas gregas, entre outros.

Entretanto, ao mesmo tempo que estamos incomodados, também somos a causa. Será que estávamos viajando demais? Ou será que estamos viajando errado? Ou realmente a viagem se transformou algo mais acessível?

E o resultado desse fenômeno foi o déficit ambiental, moral, humanitário. Tanto que locais como Amsterdã, Barcelona e Veneza já estavam tomando medidas para conciliar visitantes, moradores e profissionais do setor.

Só para exemplificar, Maya Baya que fica na Tailândia, foi fechada em 2018 e tem previsão de reabertura em 2021, ou seja, 3 anos após. E o motivo de uma atitude tão drástica foi o turismo em massa que destruiu 80% dos corais. Com o fechamento espera-se a recuperação da fauna marinha.

Também em 2018, Amsterdã removeu o famoso e altamente “postável” letreiro com o nome da cidade de um dos seus principais pontos turísticos.

No entanto, a pandemia e a queda brutal no turismo mundial lembram às autoridades, empresários e profissionais do setor, que o turismo também pode ser ameaçado pelo desaparecimento dos viajantes, ou seja, o underturismo.

Cidade sem turistas, underuturismo.

Com toda certeza, as duas situações levarão os governos, empresários e profissionais do turismo a repensar tanto no underturismo quanto no overturismo.

O que acontecerá com o turismo agora?

Diante dos efeitos do coronavirus sobre o turismo mundial, surgiram vários questionamentos e incertezas. De fato, é difícil saber o que realmente irá acontecer com a saúde, a economia e principalmente, com o turismo.

Futuro escrito numa bola sob uma mão.

Qual será a reação dos viajantes e dos setores do turismo quando o mundo se abrir novamente?

Viajaremos mais para compensar o tempo da quarentena? Aproveitaremos para ir a locais que sonhamos antes que aconteça novas restrições?

Viajaremos menos por medo das doenças ou por medo de ficarmos presos em algum lugar ou por falta de dinheiro?

Locais que sofriam com o overturismo premitirão o acesso do turismo em massa ou continuarão adotando medidas para controlar?

Os destinos asiáticos serão evitados? Novos destinos serão procurados?

Estaremos mais atenciosos e cuidadosos com o impacto que causamos ao meio ambiente e aos moradores locais?

O turismo sustentável será adotado e praticado por todos?

Já está mais do que provado que quantidade nem sempre é sinônimo de qualidade, e talvez, essa seja a melhor forma de deixar as cidades se desenvolverem de forma saudável.         

De maneira idêntica, injetar cada vez mais dinheiro em empreendimentos sem antes estabelecer medidas de fatos sustentáveis não fará bem a médio e longo prazo.   

Agora é a hora do turismo

Segundo a Organização Mundial do turismo a construção do futuro do turismo é agora.

Placa escrita Time for Change

Ainda que o mundo esteja fechado e as pessoas receosas, esse é o momento para estimular o crescimento e também mudar a forma de proporcionar e fazer o turismo, inclusive implantando definitivamente por todos, o turismo responsável e sustentável.

Apesar do imenso ganho financeiro que o turismo proporciona para os destinos, ele também causa prejuízos.

E há algum tempo, algumas empresas do setor de turismo, como o Skyscanner, vem implementando medidas para promover um equilíbrio que o torne sustentável.

Até porque, muitos viajantes já procuram viajar de maneira sustentável. Portanto, é necessário trabalhar essa conscientização com os turistas e com as empresas do ramo!

Turismo sustentável

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o turismo é sustentável quando equilibra três pilares: desenvolvimento social, crescimento econômico e a preservação ambiental.

O turismo sustentável procura um equilíbrio entre as necessidades dos turistas e dos destinos que recebem esses turistas.

Globo sob a grama.

Entenda que o overturismo provoca o esgotamento dos recursos naturais, a descaracterização cultural e o desequilíbrio social da localidade em que ele está.

Enquanto o turismo sustentável proporciona o equilíbrio para que as necessidades econômicas, ambientais e sociais possam ser atendidas sem prejuízo para os destinos e para os viajantes.

Mas afinal de quem é a responsabilidade pelo turismo sustentável?

Bonecos ao redor de um ponto de interrogação.

Além dos moradores da região, é nossa responsabilidade como turista, assim como também é responsabilidade da agência de viagem e dos profissionais do setor turístico, que devem informar sobre o destino e a realização de práticas sustentáveis como redução do consumo de energia e água, não jogar lixo no chão, etc.

O que as empresas podem fazer?

As empresas de turismo físicas ou virtuais podem incentivar práticas sustentáveis através de diversos meios e priorizar parcerias com prestadores que pratiquem o turismo sustentável.

Só para exemplificar, a Travalyst, fundada por Sua Alteza Real, o Duque de Sussex – Príncipe Harry, é uma parceria global à qual se juntam algumas das maiores empresas de turismo e que tem como missão promover e incentivar o turismo sustentável.

Nem tudo está tão a vista

O Skyscanner, líder mundial na indústria de viagem, é um exemplo de empresa que tem conseguido conciliar um serviço de qualidade procurando melhores preços em hotéis, passagens e aluguel de carros, com a prática de turismo sustentável desde 2019.

Logo Skyscanner

Entre as práticas do Skyscanner estão: Inclusão da etiqueta “Escolha mais sustentável” que indica os voos que emitem menos CO2, compra de combustível sustentável de aviação (SAF), além de ser um dos fundadores da Travalyst que visa melhorar a prática do turismo por todos.

“Acreditamos no poder e na importância das viagens e que também temos uma responsabilidade compartilhada com o nosso planeta e entre si” é a missão do grupo.

Para o grupo viagem sustentável significa: Proteção da vida selvagem, preservação do meio ambiente, crescimento do turismo, mas com benefícios econômicos para o viajante, ajuda para aliviar a pressão sobre destinos do turismo em massa e crescimento das comunidades locais.

Dessa maneira, o grupo ajuda todos a explorar o mundo de uma forma que proteja pessoas e destinos, além de garantir o futuro do planeta para as próximas gerações.

Nesse sentido, a empresa Skyscanner ajuda os turistas a tomar decisões mais ecológicas ao reservar viagens, ao mesmo tempo educa os viajantes sobre o impacto ambiental do turismo, além de fornecer dicas para compensar as emissões de carbono e apoiar as comunidades locais.

Segundo dados da empresa, em 2019 dos quase 100 milhões de viajantes por mês, 10 milhões escolheram viajar de maneira sustentável.

O que você como turista pode fazer?

Interrogação pintada numa estrada vazia.
  • Respeitar os moradores e a cultura local;
  • Preservar a natureza;
  • Aprender a língua do lugar para onde vai viajar e aprender também sobre as regras de comportamento;
  • Economia de água e energia e preferir ecobags a sacolas de plástico;
  • Valorização da economia local;
  • Evitar atividades com a presença de animais.

Para a viagem ser linda tem que valer a pena

Viajar é rir, chorar, gritar, comer, conhecer, ver, sentir, passar “sufocos” e até se decepcionar com os lugares.

Duas turistas, uma tirando uma foto e a outra mostrando algo com um mapa nas mãos.

Todavia, como já sabemos, o turismo muitas vezes degrada, polui e destrói o patrimônio e a natureza. Algumas coisas não têm volta, outras voltam com muito esforço.

De fato, está difícil imaginar quando será nossa próxima viagem. Entretanto, tudo isso passará, retomaremos a vida e a rotina de viagens e com certeza precisaremos rever o nosso jeito de viajar.

O que podemos fazer durante a pandemia?

Por enquanto, a única opção de quase todos é ficar em casa, mas podemos aproveitar a internet, navegar por todo o mundo e fazer planos.

Tela de um computador dentro de uma mala com areia e praia.

Inclusive, começar a sonhar com destinos diferentes e ousados como Nova Zelândia, Noruega, Madagascar, Altar do Chão (Pará) e destinos mais sustentáveis como Cabo Verde, Costa Rica, Bonito, Índia, entre outros.

Esse tempo de sobra pode levar você virtualmente a lugares novos e desconhecidos, e no futuro, conhecê-los pessoalmente. Certamente será uma atividade divertida para enfrentar o confinamento.

Da mesma forma, podemos começar a poupar para a próxima viagem. Sabia que até um cofrinho pode ser um bom começo?

Pegue o troco do mercado, do ônibus, da padaria, as moedas e vá juntando. No entanto, se você usa mais o cartão de crédito, aproveite o programa de milhas.

Assim como podemos de vez em quando evitar um gasto, como não tomar o cafezinho. E se puder, fazer uma poupança para viagem.

Bem como podemos ler e uma sugestão é o livro “101 dias com ações mais sustentáveis para mudar o mundo” de Marcus Nakagawa que está na plataforma Amazon durante a pandemia de forma gratuita.

Além disso, um dos lados positivos da pandemia é: Aprendermos a ver beleza, a dar valor às pequenas coisas, a querer viajar mais, pois a vida é muito rápida, contudo, viajar evitando danos ao planeta e respeitando o próximo. Por nós, pelo outro, pelo mundo e pelo futuro.

Sonhar é de graça, e como dizia Walt Disney, Se você pode sonharvocê pode fazer”.

Menino vendo o planeta Terra da janela do seu quarto.

E então, vamos começar a planejar a próxima viagem? Qual será seu próximo destino?

Tem dúvidas? É só deixar nos comentários e se não soubermos a resposta, iremos atrás.

Ah, se tiver dicas para compartilhar, conte-nos!

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Espero ajudar na sua elaboração de roteiro para uma cidade fantástica e de forma sustentável! Mas caso deseje sua viagem pronta, o Agarre o Mundo terá o prazer em organizar.


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Beijinhos e até mais



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Texto escrito por Kênia Miranda e Sandra Hupsel. Acreditamos que o nosso objetivo na terra é crescer, evoluir e não perder a chance de agarrar tudo o que temos direito: oportunidades, conhecimento e vida em abundância.

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