" /> Pastel de Nata ou Pastel de Belém, quem veio primeiro? - Agarre o Mundo

Pastel de Nata ou Pastel de Belém, quem veio primeiro?

Pastel de Nata - a melhor doçura portuguesa Foto: Pastelaria Batalha/Lisboa
escrito por Sandra Hupsel

Pastel de Nata ou Pastel de Belém, quem veio primeiro? No meio de tantas delícias açucaradas que existem em Portugal, não há nada mais conhecido e saboreado que os pastéis de nata. Sim, de nata!

Nós brasileiros, e talvez outras nacionalidades, chamamos de Pastel de Belém. Então, lá vai a primeira lição que aprendi ao organizar minha viagem para Portugal: Pastel de Belém é o Pastel de Nata de uma confeitaria tradicional de Lisboa.

Certamente, você já ouviu falar sobre eles, não é mesmo? De fato, é um doce atrativo, aromático, saboroso e, para quem é uma formiga como eu, “viciante”, (risos).

Pastel de Nata - O mais famoso doce português

Enquanto os ingleses tem a hora do chá no fim da tarde, em Portugal existe o costume do café e do Pastel de Nata, que deve ser comido com as mãos.

E já que toda comida tradicional tem uma história interessante por trás, não seria diferente com esse doce!

Mas afinal, quem veio primeiro? Ou será que é tudo a mesma coisa? Então, é e não é…risos. A verdade, é que a história deste doce sensacional é cercada por lendas e mistérios…

Desmistificando a história do Pastel de Nata e do Pastel de Belém

Antes de tudo, vou esclarecer uma questão. Sem dúvida, nas pesquisas que a gente faz é comum encontrar que o Pastel de Nata é uma réplica do Pastel de Belém, mas sabia que a história ao pé da letra não é bem assim?

Por certo, existem muitas semelhanças ou até mesmo poucas diferenças entre os dois, mas erradamente, acredita-se que o Pastel de Nata é uma cópia do Pastel de Belém.

De fato, o Pastel de Belém é produzido exclusivamente na Fábrica dos Pastéis de Belém, Lisboa. Mas, o Pastel de Nata é o nome universal desse doce e o Pastel de Belém está inserido nele. Surpreso? Pois é, eu fiquei!

O primeiro relato do Pastel de Nata foi numa espécie de caderno de anotações de Dona Maria, neta de Dom Manuel I, no século XVI. Naquele tempo, chamado de Pastel de Leite, o recheio era mais consistente e a massa não era folhada, mas era assado nas forminhas.

Entretanto, foi no século XIX, no Mosteiro de Odivelas, que surgiu o segundo relato do doce e já denominado “Pastel de Nata”. A receita estava em um caderno que sobreviveu até aos nossos dias, nas mãos da última freira de Odivelas, que viveu confinada no Mosteiro e faleceu em 1866.

Aliás, o doce surgiu de uma necessidade real: aproveitar as gemas que sobravam da produção de hóstias e dos ovos usados para engomar toalhas de mesa e batinas dos padres.

Mas o que é o Pastel de Nata?

O Pastel de Nata, que não contém nata, é composto por uma massa folhada e um recheio feito com açúcar, leite e gemas de ovos. Além disso, acrescenta-se raspas de limão e canela.

O recheio não deve ser muito doce, a massa deve ser corada e pouco gordurosa. É servido polvilhado com canela em pó e açúcar.

Então, como surgiu o Pastel de Belém?

Reza a lenda, que a origem da fábrica do Pastel de Belém está ligada aos efeitos da revolução de 1820, quando em 1834 as ordens religiosas masculinas foram extintas e os trabalhadores que lá viviam foram procurar empregos.

Torre de Belém - Lisboa

Ao lado do Mosteiro dos Jerônimos, existia uma refinaria de cana-de-açúcar ligada a uma loja. Conta-se que um funcionário do mosteiro passou a preparar e vender os pastéis na loja, rapidamente nomeados de Pastéis de Belém.

O turismo de Portugal cresceu e o Mosteiro dos Jerônimos e a Torre de Belém se tornaram atrações turísticas, assim como os Pastéis de Belém. Aliás, vale conhecer a confeitaria, pois fica em um bairro lindo e existem outras “delícias” lá dentro.

É possível comprar os pastéis no balcão e comer na rua, ou sentar nos salões da loja. Seja qual for a opção, por certo, será raro não pegar uma fila. Mas o serviço é rápido e vale muitoooooo a pena!

Os donos da marca não comentam o segredo da receita e por isso resistem abrir outras lojas ou franquias.

Além deles, só três funcionários conhecem a receita, um pasteleiro e dois ajudantes que trabalham há décadas lá e assinaram um documento de confidencialidade.

A saber, por dia, a loja recebe em média 5000 pessoas e fabrica 20 mil pastéis para atender a demanda. Entretanto, no verão, a produção chega a 45 mil diariamente.

Não é à toa que em 2011, o Pastel de Belém foi considerado uma das sete maravilhas da gastronomia de Portugal.

O segredo do Pastel de Belém

Segundo os pasteleiros da casa, as diferenças do Pastel de Belém para os outros Pastéis de Nata são três: receita com proporções exatas, trabalho exclusivamente manual e ingredientes de primeira qualidade.

De fato, a produção que poderia ter o auxílio de máquinas, permanece artesanalmente nas mãos de quase 200 funcionários.

Embora a receita não seja divulgada, acredita-se que o segredo está na forma do preparo e não, na adição de ingredientes secretos como muitos pensam.

Aliás, numa entrevista veiculada do confeiteiro português Paulo Cordeiro, o mesmo reforçou que o segredo está justamente na forma do preparo.

A versatilidade do Pastel de Nata

O mundo se globalizou e o Pastel de Nata não ficou de fora. O doce está em lugares como Rússia, Estados Unidos, China, Japão, Austrália, sendo vendido em cafés, pastelarias, mercados, etc.

Nos EUA é chamado de Egg Tarts. Na Ásia, por Portuguese Egg Tarts, mas nas ruas de Macau é Pou Táh. Na Austrália, por Custard Tarts e no Brasil, Pastel de Belém.

Entretanto, nos países asiáticos o doce tem menos açúcar, enquanto no Brasil, a proporção de açúcar é maior. Contudo, é unanimidade que a massa folhada é essencial.

Nos últimos anos, novas versões foram criadas mundo afora como Pastel de Nata de chocolate, de cereja, de maracujá, sem açúcar, e até mesmo, uma versão vegana.

Afinal, qual o melhor Pastel de Nata?

Então, histórias à parte, não há café ou pastelaria portuguesa que não venda o doce que se tornou uma joia gastronômica bem como o vinho do Porto.

O autêntico Pastel de Nata - Foto Pastelaria Batalha/Lisboa

De fato, existem discussões intermináveis entre os entendidos para saber qual é o melhor pastel, o de Belém ou de outras confeitarias.

Tanto que anualmente ocorre em Portugal o concurso para eleger o melhor Pastel de Nata, mas o “famoso” Pastel de Belém não participa, pois já é “hors concours”.

Eu, que já gostava da imitação vendida no Brasil por um fast-food, não perdi a chance de saborear todas as versões que encontrei em Lisboa. E após comer e aprovar todos os Pastéis de Nata que pude, meu voto é do Pastel de Belém!

O famoso Pastel de Belém - Lisboa

Mas tem muita gente que prefere outros como o da Pastelaria Batalha, da Manteigaria, etc. Contudo, a principal diferença que notei foi a textura. Claro que os preparados nas confeitarias famosas são mais saborosos!

Enfim, a minha recomendação é: prove em mais de um lugar e tire suas próprias conclusões, até porque “gosto” é algo muito pessoal, não é?

E se você é um master chef e quer preparar um autêntico Pastel de Nata, aqui vai a receita desta deliciosa iguaria.

Embalagem para viagem - Pastéis de Belém

Dica: Lógico que comprei uma caixa com 6 Pastéis de Belém para viagem, contudo depois que esfria, não é tão saboroso, mas…comi assim mesmo (risos).

E por aqui termina a degustação do nosso destino

E ai? Você já experimentou o Pastel de Nata ou o Pastel de Belém? Então, conta para gente qual você mais gostou!

Se não experimentou ou não foi a Portugal, quando for não deixe de saborear essa delícia portuguesa em diferentes lugares e eleger o seu preferido.

Inclusive, a loja dos Pastéis de Belém reabriu e Portugal já tem o selo Safe Travel, protocolo criado pelo WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo) para tornar as viagens mais seguras pós-pandemia.

E caso queira um roteiro para curtir sua viagem sem nenhum trabalho para organizar, basta contactar com o Blog. Montamos desde roteiro personalizado e exclusivo conforme o perfil de viajante, incluindo restaurantes, dicas de compras, chip e etc, a viagens completas.

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Sandra Hupsel

Baiana, mora em Salvador. Sensível e curiosa, gosta de ler e estudar sobre vários assuntos. Especialista em nutrição clínica e oncológica. Sempre gostou de viajar e após experiências negativas com os pacotes prontos de viagem, passou a organizar suas próprias viagens, de familiares e amigos. "Se faz sentir, faz sentido,"

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