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Nem tudo que falam sobre Paris é real. Vá ver Paris ao vivo!

Visão de Paris do alto da Torre Eiffel - Rio Sena
escrito por Sandra Hupsel

Nem tudo que falam sobre Paris é real. Vá ver Paris ao vivo!

Conforme, Amyr Klink: “Todo mundo precisa viajar para quebrar a arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

Antes de tudo, nunca me interessei pela Europa, mas de repente, deu vontade. Contudo, queria além de Portugal e Espanha, países mais procurados por brasileiros que vão a Europa pela primeira vez. E assim, escolhi Paris.

Lateral da Sacré Coeur
Lateral da Sacré Coeur

Dessa maneira, entre o dia que decidi viajar até o embarque, foram 45 dias. Estudei e organizei os roteiros, desde a passagem até as compras que valiam a pena.

Embora receosa, a má fama dos franceses não me intimidou. Aliás, um julgamento precipitado que produz opiniões estereotipadas, talvez baseado no passado, ou até mesmo, numa lenda.

Assim, gostei de Lisboa, me apaixonei por Barcelona, mas Paris…

Paris foi amor à primeira vista. Sabe quando você sente que o destino entrou no seu coração? Então, a conexão foi imediata, já na saída do aeroporto, sério!

Afinal, a Cidade Luz é bela, charmosa, especial. De fato, Paris proporciona incrível imersão cultural, saborosa experiência gastronômica e diversão para todos os gostos e bolsos.

Demorei para conhecer, mas não cansarei de revisitá-la. Neste post, compartilho dicas incríveis dos lugares que fui e falo sobre os franceses, mas sem omitir a realidade dos fatos.

Pronto para amar Paris?

Paris: Uma boa ideia sempre

O que vi sobre francês odiar falar inglês e outros “estereótipos”

Chegando a Paris

Onde ficar em Paris: Pesquise muito

Transporte: Um show à parte

O que fazer em Paris: Não tente fazer muita coisa numa viagem!

Comer em Paris: Do “estrelado” ao barato

Compras em Paris? Sim, compras!

Dicas Extras

Paris: Uma boa ideia sempre

Paris, uma das capitais mais visitadas do mundo, também é um dos lugares mais bonitos e românticos do planeta.

A arquitetura parisiense conhecida como “haussmanniana”, graças ao Barão Haussmann, me deixou fascinada. Aliás, ao percorrer a cidade, meus olhos se dividiam entre as atrações e a bela arquitetura.

Arquitetura Haussmanniana de Paris
Arquitetura Haussmanniana de Paris

As regras para construção eram severas, pois todos os imóveis teriam a mesma altura, características e seriam colados uns aos outros. Afinal, os críticos achavam o modelo pomposo e a ideia era guardar a aparência medieval.

Com cerca de 200 museus e monumentos, a cidade abriga um patrimônio artístico, histórico e cultural incomparável. De fato, existem obras de diversos temas: arte, história, ciências, moda, decoração, arquitetura, perfumes, etc.

A pomposa arquitetura de Paris
A pomposa arquitetura de Paris

Entre os principais pontos turísticos estão: Arco do Triunfo, Torre Eiffel, Museu do Louvre e Basílica Sacre Couer.

É importante saber que a cidade é dividida em 20 distritos numerados, denominados de arrondissements, e a lógica é: quanto mais baixo o número, mais perto do centro e das atrações principais.

O que vi sobre francês odiar falar inglês e outros “estereótipos”

Antes de tudo, chegar falando inglês só é adequado em lugares cuja língua inglesa é o idioma oficial. Então, que sentido faz chegar na França e de cara falar inglês com um local?

Sim, inglês é idioma universal, mas uma pesquisa de 2019 apontou que só 5% dos brasileiros se comunicam em inglês e menos de 2% são fluentes. Então, por que chegar na França e já falar inglês? O coerente é falar em francês “Desculpa, não falo francês. Você fala inglês?”.

Sendo assim, o que vi foi um povo bonito, culto, atencioso, solícito, disposto a parar e ajudar, mesmo quando eu misturava as poucas palavras em francês com inglês e português (risos).

Aliás, muitos franceses se esforçam para entender o português. Enfim, fui bem acolhida por Paris e pelos parisienses.

Em relação a limpeza da cidade, realmente não se compara ao Japão, mas é bem melhor do que lugares como o Brasil, Buenos Aires, entre outros.

De fato, o trânsito é ruim e existe dificuldade para estacionar. Não vi mendigos por onde passei, mas sim, muitos ambulantes nas atrações. Quanto ao tabagismo, os franceses fumam muito, mas nada prejudicial ao turismo.

Trânsito na hora do rush - Paris
Trânsito na hora do rush – Paris

Todavia, dois costumes dos parisienses me chamaram atenção. O silêncio nos ambientes públicos, logo não tem barulho nem mesmo nos jardins, bem como o hábito da leitura, seja no metrô, nas praças ou nos cafés, sempre liam algo.

Portanto, meu lema é: Vá ver o mundo, ao vivo, ele é bem melhor!

Dica: Mesmo que você mantenha a crença que os franceses são “ranzinzas”, comece com “bonjour” ao entrar no hotel, ônibus, restaurantes ou em qualquer outro lugar. Você se surpreenderá!

Chegando a Paris

Antes de mais nada, existem 2 aeroportos principais, o Charles de Gaulle e o Orly, além de outros usados pelas companhias low cost.

Viagem tranquila pela Air France, desembarcando no Charles de Gaulle, um dos maiores aeroportos da Europa, que apesar de distante do centro, possui várias opções de transporte público.

Optei pelo táxi, cujo preço é tabelado e leva em média 40 minutos até o centro. O valor varia com a localização, River Droite ou River Gauche, que são os lados do Rio Sena e seus respectivos distritos. Os taxistas dispõem da tabela, mas você pode acessar os valores na internet.

Dica: Vá à fila dos táxis credenciados, pois aqueles que abordam na saída do aeroporto não têm preço fixo e cobram uso do porta mala.

Onde ficar em Paris: Pesquise muito

Escolher hospedagem em Paris não é simples. De fato, alguns fatores devem ser considerados. Além disso, hospedagem em Paris já é algo caro.

Em primeiro lugar, veja o CEP do hotel quando escolher. Os CEPs de Paris começam por 750 + o número do bairro, logo, se é 75009, o hotel fica no 9º arrondissement e assim por diante até o 20º arrondissement. Ficar entre o 1º e o 9º permite deslocamento a pé para muitas atrações.

Mas, se o CEP inicia diferente, o hotel fica na região metropolitana que é distante das atrações.

River Droite - Paris
River Droite – Paris

Em segundo lugar, saiba que hotéis na margem direita do Rio Sena, são mais caros, pois é mais privilegiada. Entretanto, ficar na margem esquerda, também é uma bom opção.

Outros pontos a considerar: metrô próximo e instalações do hotel, pois muitos são velhos, sem elevador, com higiene duvidosa, nem todos têm banheiro privativo, ou então, não correspondem as fotos da internet. Contudo, o valor é de hotel 3 ou 4 estrelas no Brasil.

A intenção era ficar no arrondissement mais baixo, pois era a primeira vez em Paris. Mas, após dias procurando, fiquei no 16º arrondissement, perto do Arco do Triunfo, no Hôtel Résidence Impériale.

Em suma, hotel com arquitetura externa parisiense (como sonhei) e instalações novas internamente, perto de restaurantes, farmácia e mercado. Contudo, não foi barato, mas é o normal da cidade, valeu a pena e recomendo.

Transporte: Um show à parte

Antes de tudo, conhecer Paris “batendo perna” é a melhor opção. Além de plana, cada prédio, rua e esquina são repletos de detalhes. Mas, como é complicado andar a viagem toda, é necessário saber os meios de locomoção.

Paris é bem servida no quesito transporte. Só para exemplificar, o metrô, cujo nome oficial é Métropolitain, possui 16 linhas que ligam a cidade de uma ponta a outra.

Como escolher?

A saber, é o quarto maior metrô da Europa e as estações são identificadas como “Métro” ou “Métropolitain”. Use o aplicativo da RATP, empresa responsável pelos transportes, ou então, o google maps mesmo.

Certamente, é a forma mais rápida de locomoção, já que o trânsito é ruim, com vários pontos de congestionamento.

Também existe o RER , uma alternativa ao metrô. São parecidos, contudo, mais antigos e vão até às áreas metropolitanas. Cada linha de metrô, RER e trem possui cor diferente e nas plataformas existem painéis com os horários e sentido da linha.

Mesmo que você só fale português, é impossível se perder, pois tudo é bem sinalizado. A parte chata do metrô é que algumas estações não têm escada rolante ou elevador, sendo ruim para quem está com malas.

Já os ônibus passam pelo centro, margens do Sena e bairros históricos, mas o trânsito atrasa o percurso. Assim, deixem-os para trajetos curtos ou se não tem pressa e quer curtir a paisagem.

Os tickets são comprados em máquinas ou em guichês de atendimento nas estações, mas só as estações maiores possuem guichês.

O mesmo bilhete é válido para metrô, RER, ônibus e funicular de Montmartre. Existe a opção de adquirir o “Paris City Pass”, que é válido por 1 a 5 dias.

Em relação aos táxis, são mais de 460 pontos marcados com uma placa “Táxi” de fundo azul, mas são caros e a maioria só aceita dinheiro.

Dica: Algumas portas de metrô abrem automaticamente, já outras é preciso erguer uma manivela ou apertar um botão. Guarde o ticket até o fim do trajeto, pois é necessário para sair da estação.

O que fazer em Paris: Não tente fazer muita coisa numa viagem!

É uma tarefa difícil decidir o que pôr ou não nos roteiros, mas como diz um amigo, “é bom não fazer tudo, porque tem motivo para voltar”.

Então, considerei as prioridades, as melhores opções de ingressos, o tempo gasto nas visitas e as famosas “pegadinhas”.

Dica: Programe-se antecipadamente, pois as atrações são cheias durante todo o ano e quase fiquei sem o ingresso da Torre.

Museu do Louvre: O maior museu do mundo

O museu localiza-se no Palácio do Louvre, fortaleza do governo de Felipe II. Fundado por Napoleão, reúne as maiores obras-primas da humanidade que estão organizadas por temas como antiguidades egípcias, antiguidades gregas, pintura, escultura, entre outros.

Museu do Louvre - Paris
Museu do Louvre – Paris

Você já deve saber que são necessárias várias visitas para conhecer todo o Louvre, certo? Portanto, tracei um plano com as peças desejadas. Se você não fizer assim, ficará confuso, perdido, exausto e frustrado.

Só para exemplificar, são mais de 35 mil obras, numa área de mais de 72 mil metros quadrados. Além disso, o museu sempre está cheio, tanto que em 2019, recebeu 9.6 milhões de visitantes.

Mas não se desespere. Visitar o Louvre pode não ser fácil, mas vale a pena. É um lugar imperdível até para quem não curte museu. Eu mesma não gostava, até conhecer o Louvre.

Comprei o ingresso antecipadamente pelo site do museu, pois sempre tem filas na bilheteria. Ah, o museu possui 3 entradas: a da pirâmide (evite), a da Porte des Lions (menos cheia) e da Galerie du Carrousel.

Você pode visitar sozinho, com um guia conferencista ou comprar o guia em PDF que conduz para as 18 peças “estrelas” por 3 horas, que foi o tempo que gastei sozinha com o guia que criei (risos).

Dentro do palácio fica galeria Carrousel du Louvre – um shopping no subsolo, onde estão a pirâmide invertida do livro O Código da Vinci e um quiosque para lanches.

Mona Lisa: Desejo e frustração

Por certo, é desejo de quase todos que vão ao Louvre. A pintura ficou famosa após o roubo em 1911 por um funcionário do museu. Só após 2 anos, a obra foi negociada e devolvida.

O quadro é cercado de mistério, como o enigmático sorriso da Mona Lisa e os códigos secretos pintados nos olhos e em outras partes. A saber, dizem que o sorriso altera com o ângulo e a distância do observador.

O quadro da Mona Lisa - Museu do Louvre
O quadro da Mona Lisa – Museu do Louvre

Em segundos, fui da ansiedade à frustração. Sabia do tamanho, mas é bem menor do que imaginado e de tão distante, diante da multidão com celulares e separado por barreiras e vidros, digo que foi uma experiência quase virtual.

O quadro da Mona Lisa - Museu do Louvre
O quadro da Mona Lisa – Museu do Louvre

Visitada por 20 mil pessoas por dia, a Mona Lisa é a obra com maior seguro já estabelecido, 837 milhões de dólares atualmente. Entretanto, dizem que o quadro não é o original, mas sim, uma cópia e que o verdadeiro quadro está em um cofre impenetrável.

Jardins das Tulherias: As cadeiras verdes de Paris

O mais antigo dos jardins parisienses conecta o Louvre à Praça da Concórdia. Atrás do arco rosado, o Arc de Triomphe du Carrousel, você já se depara com os jardins.

Sem dúvida, é um dos jardins mais visitados da cidade e um bom lugar para descansar como os parisienses. Após passear pelos jardins, sente e relaxe nas famosas cadeiras verdes, ao redor da fonte redonda e do espelho Octogonal.

As famosas cadeiras verdes de Paris

Praça da Concórdia: Local de guilhotina

Saindo das Tulherias, existe a maior e mais extravagante praça de Paris. Nela estão a fonte de Jacques Hittorff e o Obelisco. Não é à toa que é cenário para fotos das blogueiras mais famosas.

Praça da Concórdia - Paris

Certamente, a Praça da Concórdia é um dos lugares a céu aberto mais bonitos de Paris, devido a história e arquitetura. Foi local de guilhotina para muitos, como a Rainha Maria Antonieta, durante a Revolução Francesa.

O obelisco, presente do Egito para a França em 1829, funciona como relógio solar. Existem linhas no chão com algarismos romanos escritos e ao longo do dia, a sombra do obelisco informa o tempo.

Obelisco de Paris

Dessa praça, vemos pontos famosos como Champs-Élysées, Arco do triunfo, Torre Eiffel. Além disso, ela divide os dois lados da cidade, a River Gauche e River Droite.

Rua de Rivoli: Souvenirs e muito mais

Ao lado do Louvre, a Rua de Rivoli é uma dessas ruas que oferece tudo o que você imaginar. Ela começa na Praça da Concórdia e vai até a Igreja Saint-Paul.

A rua é famosa pelas lojas de souvenirs e aproveitei para comprar lembranças. Lá também estão lojas como Zara, H&M, Gap, Body Shop, além de uma das casas de chá da Angelina Paris.

Torre Eiffel: Quando cai a noite, ela brilha soberana

Dá para imaginar que o monumento pago mais visitado do mundo tinha prazo de validade? Então, criada em 1889 por Gustave Eiffel, a Torre era peça da Exposição Universal e seria demolida após 20 anos.

Os franceses achavam a Torre uma ameaça à estética da cidade. Segundo eles, uma torre de ferro no coração de Paris não convinha, pois contrastava com a beleza refinada da cidade. Mas, devido ao potencial como torre de TV, não foi demolida e se tornou símbolo incontestável de Paris.

Torre Eiffel - Paris

São 324 metros, 10 mil toneladas e 1.665 degraus. Contudo, para entender a real dimensão, é preciso chegar perto e observar a proporção surreal das bases e toda estrutura de ferro. Aliás, admirar a torre de baixo antes ou após subir, faz parte da visita.

De fato, foi impossível não ficar boquiaberta, encantada e hipnotizada com a beleza da torre. Foi incansável admirar enquanto estava nela ou ao redor.

Não deixe de…

Ainda que digam que a torre pode ser aproveitada sem a subida, eu ficaria frustrada se não subisse, aliás, passei um bom tempo no topo, onde a vista é espetacular.

Você opta entre subir até ao segundo andar ou ao topo. A subida é feita por elevador ou por escada, nesse caso, só até o segundo andar.

Conforme conselho de muitos, visitei no final da tarde para admirar Paris de dia e de noite. A torre cintila nos primeiros minutos de cada hora, ao cair da noite até 1h da madrugada.

Dica: Compre os ingressos antes, pois as filas são enormes. É tradição passar no mercado, comprar toalha, comidinhas, bebidas e fazer piquenique aos pés da torre, na Champ de Mars (Campo de Marte).

Champs-Elysées: Beleza e glamour

É a avenida mais glamourosa de Paris e uma das mais cobiçadas do mundo, portanto, parada obrigatória dos turistas. De fato, é um daqueles lugares que você pensa “agora estou em Paris de verdade!”.

O começo dela é pertinho do Louvre, na Praça da Concórdia, e o final na Praça Charles de Gaulle, próximo ao Arco do Triunfo.

Avenida Champs-Elysées

A avenida é longa, rodeada de restaurantes e lojas, para todos os gostos e bolsos, tanto com lojas de luxo como Louis Vuitton, quanto populares, como a Zara. As árvores simetricamente aparadas dos dois lados, certamente, vale uma foto.

Lá não tem mistério, siga seu instinto e entre onde chamar atenção, mesmo que seja só “dar uma olhadinha” (risos). A doceria Ladurée, famosa pelos macarrons e doces perfeitos, fica numa das esquinas, mas não deu tempo de ir.

O imponente Arco do Triunfo

O Arco do Triunfo de l’Étoile é um dos quatro arcos de Paris e foi encomendado por Napoleão Bonaparte para comemorar suas vitórias.

Em 1923, o monumento ganhou um memorial ao soldado desconhecido. Uma homenagem aos franceses mortos na 1ª guerra mundial e que não tiveram os corpos encontrados. O local fica florido e a tocha está acesa desde a inauguração.

O Arco do Triunfo de l’Étoile - Paris

O monumento é imponente e belo. Dizem que do alto, se tem uma das melhores vistas de Paris, com a visão de 360º. Quis subir, mas desisti, pois são quase 300 degraus, numa escada em forma de caracol.

Dica: Se quiser subir, não atravesse a avenida até ao Arco, use a passagem subterrânea e tenha cuidado na hora das fotos, pois são 12 ruas conectadas.

Montmartre: O bairro descolado

É um bairro boêmio, cheio de ladeiras e um dos locais mais charmosos de Paris. Oferece diversão o dia inteiro, pois tem museus, galerias, lojas, igreja, restaurantes e casas de show.

Moulin Rouge. - Paris

Diversos nomes da arte mundial, como Van Gogh, Dalí, Picasso e Renoir moraram lá, visto que era um local de moradia barata. É nesse bairro que está o famoso e caro, Moulin Rouge.

O muro dos “Eu te amo”: Coisas de Paris

É em Montmartre que está o muro com frases “eu te amo” em 300 idiomas. Tudo começou, quando o artista Baron pediu aos vizinhos estrangeiros para escreverem “eu te amo”, em papéis e nos seus respectivos idiomas.

Com esse acervo, no ano de 2000, nasceu a ideia de torná-lo um mural público. Um local charmoso e curioso que rendem boas fotos, caso tenha paciência para esperar.

Basílica Sacre Coeur ou do Sagrado Coração

A Sacre Couer é uma das igrejas mais famosas do mundo, tanto pela arquitetura bizantina, quanto pela grandiosa vista da cidade, pois está no ponto mais alto de Montmartre.

Expectativa da foto na Basílica Sacre Couer Foto: Ettore Riva
Expectativa da foto na Basílica Sacre Couer Foto: Ettore Riva

O acesso ao local da Basílica é feito por escadas ou funicular, mas para chegar ao “prédio” da Basílica, existem 234 degraus.

Realidade da foto na Basílica Sacre Couer
Realidade da foto na Basílica Sacre Couer

É cansativo, mas vale a pena. Durante a subida, existem plataformas para descansar e admirar a paisagem. O acesso à igreja é gratuito e não é permitido tirar fotos por dentro, mas algumas pessoas desrespeitam.

Em frente à catedral, tem o 2º ponto mais alto de Paris e a vista é linda. Parei para tirar fotos e admirar. É claro que todos têm a mesma ideia e sempre está cheio.

Mirante em frente a Basílica Sacre Couer

Dica: Nem espere a escadaria ou o mirante esvaziar para tirar fotos.

Jardim de Luxemburgo: Obras e relax

O Jardim de Luxemburgo, localizado no quartier latin, é um enorme espaço verde e um dos “queridinhos” dos turistas e dos locais.

Ele mistura natureza, arte, esportes e lazer. Além de árvores, possui lagos, quadras de esportes, estátuas e cadeiras para relaxar.

Jardim de Luxemburgo - Paris

É onde estão o Palácio do Luxemburgo, local do Senado francês, o Museu do Luxemburgo e da Orangerie, a Fonte do Observatório e estátuas de rainhas francesas.

Ainda tem uma área para crianças com o maior teatro de marionetes da França, tanques de areia e parque. Além de dois pequenos restaurantes que servem pratos simples, sanduíches e saladas.

Em suma, é ideal para relaxar e deixar a vida passar sem pressa, mesmo sendo impossível desfrutar de todo gramado, pois só existe um pequeno espaço acessível onde todos se aglutinam.

Comer em Paris: Do “estrelado” ao barato

Os franceses valorizam as refeições e dedicam horas degustando as delícias da culinária. Então, nada de pressa e nada de deixar comida no prato, pois para o chef é uma ofensa.

Mas se você pensa que comer em Paris é sempre uma fortuna, está enganado. Lógico que existem lugares estrelados para investir. Contudo, existem bons lugares onde é possível comer bem, sem falir (risos).

Certamente, muitos vão a Paris para saborear a alta gastronomia. Mas comigo não foi assim. Meu interesse se resumiu aos doces, macarrons, croissant, pain au chocolate, madeleine e a famosa baguete.

Então, na hora de comer, procurava pela chamada “a formule” que inclui: entrada + prato principal + bebida ou prato principal + sobremesa + bebida, e fica entre 15 e 20 euros. Vale a pena!

Os únicos restaurantes desejados foram o Café des Deux Moulins, onde comemos o famoso entrecôte e uma massa e a casa de chá da Angelina Paris.

O Café é famoso pelo filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e tem uma decoração linda. Pratos saborosos, mas o atendimento deixa a desejar. Já a Angelina, possui doces maravilhosos e o melhor chocolate quente de Paris.

Compras em Paris? Sim, compras!

Essa história que tudo em Paris é caro é mais uma lenda. Certamente, Paris é local de compras para todos os bolsos e gostos, de marcas de luxo aos cosméticos e roupas em lojas como Zara, Gap, Primark, etc.

Em relação aos cosméticos, têm lojas da marca italiana ” target=”_blank” rel=”noreferrer noopener”>Kiko, com produtos de qualidade, como maquiagens, além de preços acessíveis. Sempre rola promoção; paguei 1 euro por esmalte que no Brasil custa 20 reais.

Outro lugar vantajoso, é a Pharmacie, uma versão melhorada das farmácias com ênfase em dermocosméticos de marcas maravilhosas.

Entretanto, se você não tem interesse em perder tempo nas lojas, você pode ainda comprar pela Amazon e solicitar entrega no hotel das seguintes marcas: Avène, La Roche, Vichy, etc.

A Citypharma é sempre cheia, mas tem preços incríveis. Quase enlouqueci!. Só para exemplificar, um desodorante da Vichy que no Brasil custa 76 reais, paguei o equivalente a 22 reais. Ah, tem produtos de todos tamanhos e embalagens “packs” que ainda são mais vantajosos.

Outra boa Pharmacie é a Monge com atendimento em português, mas não conheci.

Nos mercados vale comprar queijos, vinhos, frios, biscoitos, geleias e chocolates. Pense, uma barra do maravilhoso chocolate Lindt por 1 euro, além dos chocolates alemão, holandês, francês, entre outros, por menos de 1 euro.

E mesmo com euro a quase 5 reais, vários produtos foram mais baratos que nos EUA. E não duvide, porque segundo minha irmã, sou “a maluca” dos chocolates e cosméticos, mas só compro quando o valor é no mínimo 50% do Brasil.

Dicas extras

  • Sapatos: Prefira tênis ou algo que lhe deixe confortável por horas, pois minha média andando foi de 15 km/dia.
  • Restaurante: Nunca entre e vá sentando. Espere na entrada o garçon chamar e lhe conduzir.
  • Água: Nos estabelecimentos, basta pedir uma “garrafe d’eau” que trarão uma jarra de água da torneira gratuita, pois é potável. Além disso, o app FindTap informa localização das fontes e você pode encher o squeeze.
  • Gorjetas: Já inclusa na conta.
  • Segurança: No geral, Paris é segura. Os problemas são roubos de carteiras e bolsas dos distraídos, pelos famosos “pickpockets”, além das tentativas de extorsão de dinheiro através de golpes. Não assine ou pare ou aceite nada, ignore. Agressões e ataques armados não existem.

Não vi e nem passei por situação de perigo, inclusive, me senti segura mesmo no metrô e nas ruas à noite.

E aqui, termino o post sobre Paris


Em síntese, Paris é um lugar que deve ser visitado por todos, nem que seja para tirar suas próprias conclusões. No mínimo, você retorna mais culto e com outra visão de mundo, enfim, viaje e torne-se uma pessoa melhor.

Le Village Royal e seus guarda-chuvas - Paris
Le Village Royal e seus guarda-chuvas – Paris

Não é um destino barato, todavia não é o mais caro. Basta planejar com antecedência, escolher as prioridades e se divertir muito.

E aí, você conhece Paris? Tem vontade de ir? Conhecia a má fama dos franceses ou teve alguma experiência ruim lá?

Tem dúvidas? É só deixar nos comentários e se não soubermos a resposta, iremos atrás, viu?

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Beijinhos e até mais



Sandra Hupsel

Baiana, mora em Salvador. Sensível e curiosa, gosta de ler e estudar sobre vários assuntos. Especialista em nutrição clínica e oncológica. Sempre gostou de viajar e após experiências negativas com os pacotes prontos de viagem, passou a organizar suas próprias viagens, de familiares e amigos. "Se faz sentir, faz sentido,"

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