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Como percorrer e se apaixonar pelas Dolomitas

Capa Dolomitas italianas
escrito por Kenia Miranda

As Dolomitas levam o nome do naturalista francês Déodat de Dolomieu. De fato, uma homenagem merecida, já que foi ele quem estudou o tipo de rocha que predominava naquela região dos Alpes, no final do século XVIII.

Déodat percebeu que estas rochas eram feitas de um material diferente dos outros montes, ou seja, eram de carbonato duplo de cálcio e magnésio.

Dolomitas italianas

Devido a esta característica geológica particular, a área foi incluída na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2009.

De fato, as Dolomitas são caracterizadas como uma das mais belas cadeias de montanhas do mundo. E novamente estou aqui falando daqueles lugares que você deve ir para contemplar a sua grandiosidade.

Digo isso, pois NENHUMA foto vai lhe mostrar a dimensão e beleza deste lugar. Além da emoção e sentimento de gratidão que você sentirá ao se ver rodeado(a) por essa cadeia montanhosa.

As Dolomitas fazem parte de um conjunto de dezoito picos de montanhas, localizadas na parte leste dos Alpes. Entre as regiões do Vêneto, Trentino Alto-Adige e Friuli e cinco províncias de Trento, Bolzano, Belluno, Udine e Pordenone

Quando ir as Dolomitas

Você pode visitar as Dolomitas o ano todo, mas com toda certeza, o melhor período vai depender do seu desejo em relação ao que quer realizar na região.

Se você deseja ver o colorido da região, ou seja, mistura do verde da grama, com flores amarelas, somando com o azul do céu e o cinza das montanhas, vá no verão. Período, entre junho e setembro.

Entretanto, se você deseja além de ver a neve, dando aquele charme nas montanhas, também esquiar, então, vá durante o inverno.

Dolomitas inverno

Contudo, a primavera também tem o seu charme, pois as flores começam aparecer, enquanto a neve já começa a derreter.

Vale ressaltar que eu particularmente estou sempre em busca do sol, portanto, a maioria das minhas viagens são no verão do local.

Dessa maneira, fizemos com as Dolomitas, fomos no verão e adoramos.

Como conhecer as Dolomitas

Em primeiro lugar, a melhor forma de aproveitar as Dolomitas é alugando um carro. Pois ele lhe dará a possibilidade de parar inúmeras vezes, e assim desfrutar, da maravilhosa cadeia montanhosa a sua frente.

Alugamos o carro com a Rentcar e foi tudo perfeito. Viajar pela Europa de carro sempre vale a pena.

Indico a Rentcar, pois é um buscador que organiza carros disponíveis na sua data por preço e modelo. Existe uma vantagem alugar online, pois você paga em reais, não paga o IOF do cartão e ainda pode parcelar.

Se desejar mais informações, leia o artigo que escrevemos, 9 dicas para alugar carro durante a viagem.

Como meu marido é português e eu não tinha nenhuma intenção de dirigir, até porque aproveito muito mais olhando ao redor, assim, não fiz a emissão do PID (Permissão Internacional para Dirigir).

Viajando de carro pelas Dolomitas italianas

Entretanto, se você é brasileiro e vai dirigir por lá, não deixe de buscar no Detran essa permissão, já que a polícia vai exigir esse documento, caso você seja parado. Além disso, tem uma validade razoável de 3 anos, podendo ser usado em 130 países.

Você entra no site, preenche a solicitação, paga a guia e comparece no dia agendado. Dependendo do estado que resida, não precisa ir até lá, pois o documento é enviado pelos correios.

Atenção: caso você esteja vindo de outro país, lembre-se que ao mudar de país, é necessário um selo vendido nos postos de conveniência e colado ao vidro do carro.

Outra dica ultra, mega importante: É fundamental ter um GPS para realizar essa viagem, e muitas vezes as empresas cobram caro por isso.

Portanto, atenção, não marque bobeira, compre um chip e use para se localizar no exterior. Aliás, veja nossas dicas e ganhe 10% de desconto na compra do seu chip.

Vale a pena percorrer essa estrada de carro?

Surpreendentemente, vou responder 1000 vezes que sim. Além da cadeia montanhosa lhe convidar a parar em cada mirante, a estrada é muito deliciosa de percorrer. Pois tem um charme todo especial, já que é cheia de curvas.

Curvas das Dolomitas italianas

Ainda digo mais, é o tipo de estrada que ninguém faz correndo, ao contrário da autobah da Alemanha. É uma estrada para percorrer o mais lento possível, com a brisa batendo no rosto.

Você verá muitos carros de luxo esportivos (correção feita pelo meu marido que entende do assunto), fazendo o mesmo percurso com tanto prazer quanto você, mesmo que tenha em suas mãos, um carro potente.

Se você é um apaixonado(a) por carros, com toda certeza esta é a estrada, que vale a pena alugar um carro esportivo, abaixar a capota e desfrutar a vista panorâmica.

Todavia, se a sua paixão é outra, ou seja, se você é amante de aventuras e deseja gastar uma boa parte da sua energia no percurso, pode optar por uma bicicleta.

Vi inúmeros ciclistas se esforçando nesta estrada, cada qual com suas vontades, respeito. Como dizia minha mãe: “Mais vale um sonho do que um caminhão de abóboras.” (risos)

Curvas das Dolomitas italianas

Cidades base

Como vínhamos da Alemanha, fizemos questão de fazer várias paradas durante o percurso, em primeiro lugar, porque estávamos viajando com uma criança e um bebê, sem pressa.

Em segundo lugar, era uma viagem bem tranquila, onde o único trabalho era arrumar as malas. A nossa base na verdade não era uma base, pois fiz questão de passar 1 ou 2 dias em cada lugar para curtir também a cidade.

De tal maneira que posso falar com detalhes, o que cada cidade oferece, assim, você pode escolher a sua cidade base.

Bolzano

A cidade é definida como a Porta de entrada das Dolomitas: como ela está localizada em uma planície de apenas 265m, é a passagem obrigatória para chegar ao pé dos picos das Dolomitas.

Após a Primeira Guerra Mundial, a região foi anexada a Itália. De tal forma que a cidade, hoje, é bilingue, digo a cidade, pois além das pessoas falarem italiano e alemão, as placas de ruas e restaurantes seguem a mesma linha.

Bolzano é um “charminho” a parte, pois tem toda a vivacidade de um grande centro urbano, embora não seja uma cidade tão grande, mesmo vista por cima.

Foi uma delícia depois de tantos dias na Alemanha e Áustria, poder desfrutar a comida italiana que tanto nos agrada.

O centro da cidade é bem tranquilo e bonitinho. Estacionamos o carro próximo a praça, primeiramente aproveitamos para desfrutar da gastronomia local, em seguida, caminhamos pela cidade sem rumo.

Na verdade tínhamos um rumo, pegar o bondinho da cidade.

Bondinho que nos levou até o alto da montanha, onde se localiza outra “cidade” (entre aspas, pois é tão pequena, que talvez seja apenas um povoado), Soprabolzano.

Agora vou lhe contar um segredo. Se eu soubesse da beleza deste lugar, teria me hospedado nos belos hotéis que existem em Soprabolzano e Bolzano, sendo assim, ficará para uma próxima visita.

Se estiver com tempo de sobra, também faça um passeio de trem, até a cidade vizinha, depois retorne. Decerto, qualquer lugar que você vá dentro desta região da Itália, valerá a pena.

Onde se hospedar

O Castel Hörtenberg oferece acomodações 5 estrelas com centro de spa e terraço ao ar livre. A área é famosa para ciclismo, e o aluguel de bicicletas está disponível no hotel. Agora se deseja um hotel mais em conta, mas sem perder na qualidade, recomendo o Eggentaler.

Dolomitas sem pressa

Prepare para se apaixonar pelas Dolomitas, já que elas aparecerão após a cidade de Bolzano.

Saindo de Bolzano, caso você não seja o condutor do carro, aprecie cada cantinho pelo qual está passando. Ao passar por Santa Cristina Val Gardena, me deparei com essa cachoeira e uma ponte de trilha abaixo, juro que a vontade foi parar ali e sair caminhando.

Cachoeira em Santa Cristina Val Gardena

Entretanto a vontade de chegar as Dolomitas foi maior, e assim, seguimos adiante. E se estivéssemos no inverno, parar seria uma “boa pedida”, pois assim, curtiríamos a Estação de Esqui de Selva Val Gardena.

Ainda bem que não paramos, pois a próxima visão, três minutos depois foi a melhor, avistamos a primeira montanha, na Selva di Val Gardena e na sequência vistas, sem tirar nenhuma letra, DESLUMBRANTES.

Lembra que falei do percurso sem pressa? Nós gastamos 3 horas para fazer 110 quilômetros, de Bolzano até Cortina d’Ampezzo, bem devagar, parando, tirando fotos, admirando a paisagem e subindo o drone.

Além disso, ainda paramos para a Sofia ter o prazer de tocar no gelo, que estava derretendo pelo verão.

Cortina d’Ampezzo

A cidade de Cortina d’Ampezzo, localizada na província de Belluno, região de Vêneto, é uma maravilha e para que você tenha noção do que estou falando, saiba que é conhecida como a Rainha dos Dolomitas.

Aliás, por conta da sua fama é bem mais cara que as cidades da redondeza, paraíso para aqueles que buscam esporte de inverno, pois conta com várias pistas de esqui.

A cidade é mesmo uma graça, aos pés das Dolomitas, pequena e de clima agradável, vale mesmo a pena passar uma noite ali, aproveitando os vários restaurantes e praças encantadoras.

Onde se hospedar

Mas vou lhe confessar um segredo, não consegui reservar nenhum hotel na cidade, pois tive que mudar o roteiro da viagem, duas semanas antes.

E que sorte a nossa, porque consegui um hotel numa região linda, o Hotel Piccolo Pocol, acima da cidade. Assim, pude contemplar o sol, iluminando um pedacinho da cadeia montanhosa, que estava a frente da janela do meu quarto.

Não é a toa que sempre digo: “Agradeça o que recebe, pois é sempre o melhor para você.”

Passamos duas noites na região e adoramos a cidade. E com os dias quentes, aproveitamos para tomar vários gelatos.

Auronzo di Cadore

Eu não sairia da região sem antes passar pelo Auronzo di Cadore, também conhecido pelo nome Lago de Misurina.

Como sempre falo, a graça é viajar com quem curte o passeio ao seu lado, independente do caminho que resolvam tomar.

Sendo assim, pedi gentilmente ao meu marido, para mudar um pouco a rota, pois queria muito ver, a imagem da foto abaixo com meus próprios olhos.

Lago de Misurina

Sem questionamentos, ele sorriu e falou: “Vamos onde você quiser ir, meu amor.” E assim, meu coração se encheu de amor, ao ver aquele lugar, que eu havia tanto admirado nas fotos.

Sempre digo que mudo com o vento, e surpreendentemente, as melhores coisas me acontecem , assim que mudo de direção.

Muitas vezes as pessoas me olham de lado e falam: “Você é muito doida.” Mas consigo as ler de outra forma: “Gostaria de ter a coragem e a gana de viver que você tem.”

Eu até havia pensado, me hospedar próximo ao Lago di Misurina, mas achei melhor seguir viagem, pois a cereja do bolo ainda estava por vir, a maravilhosa Bled. Aliás, veja com seus próprios olhos, as belezas desta cidade eslovena.

Mas deixo aqui dois hotéis que pesquisei bastante, onde ficaria a minha escolha: o Grand Hotel Misurina, o hotel mais top da região; e a segunda opção o Hotel Sorapiss.

Lago di Santa Caterina

Este lago não estava na meu roteiro, aliás nem passaríamos por ali, caso não tivesse decidido passar antes pelo Lago di Misurina.

Confesso que o meu amor pela cor verde, aumentou drasticamente com a quantidade de lagos verdes, que foram cruzando meu caminho.

Dessa maneira, no instante que meus olhos se encontraram com esse lago, paramos, desci do carro enquanto as crianças dormiam e fiquei um bom tempo contemplando tamanha beleza.

Seguindo caminho

Seguimos lentamente até o nosso próximo destino (Udine), mas sempre apreciando e imaginando como seria bom morar nesta região. A esse ponto, já não desejava ser a vizinha da grama verde, eu já havia aumentado o meu desejo e agora, eu queria ser a vizinha do lago verde no quintal.

Passamos por Sappada, uma cidade “lindinha”, com sua igreja igualmente bela. A cidade seguinte chamava Comeglians, também um charme.

Será que eu já poderia descer do carro e morar ali para sempre?

O caminho foi seguindo, passamos por Triste, mas daí trarei todas as informações em outro post, pois a cidade realmente merece um artigo só dela, até chegarmos na Eslovênia, com suas cidades lindas e cheias de verde, como Liubliana e Bled.

Embora a vontade de continuar falando desta viagem seja imensa, preciso terminar, mas antes, deixo aqui o último e melhor vídeo.

Apenas para que você sinta mesmo, uma vontade imensa de ir ver com seus próprios olhos, essa cadeia montanhosa maravilhosa, desculpa não consigo outra palavra para descrevê-la.

E assim terminamos este post de como percorrer e se apaixonar pelas Dolomitas


Você já foi as Dolomitas? Ficou louco(a) pelas fotos? Então, vou lhe dar um conselho: Visite esta região, tenho certeza que você não se arrependerá.

Aliás, se tiver dicas para compartilhar conosco e com outros leitores, agradecemos. Ah, sugestões e críticas também são bem-vindas!

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O Agarre o Mundo segue com o compromisso de sempre mostrar a “viagem como ela é, sem filtros e a cores.”


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Beijinhos e até mais



Kenia Miranda

Brasiliense, sempre disposta a aprender e descobrir o novo, com um apreço enorme por novas culturas e costumes. Apesar de ser formada em Odontologia, está sempre buscando novos caminhos e novos aprendizados. Uma das suas frases preferidas: "Minha alma é muito livre para ficar presa seja lá no que for."

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