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8 cidades incríveis do Japão para se conhecer

Monte Fuji, Japão
escrito por Mirella Funatsu

O Japão é um país tão lindo e rico culturalmente que desperta o desejo de muitos turistas para visitá-lo. Com a sua geografia peculiar, ou seja, formada por milhares de ilhas, com mais de 70% do seu território composto por montanhas, algumas delas gigantescas e mais de 200 vulcões, sendo que mais de 100 estão ativos. Fazendo com que o mesmo seja dono de paisagens paradisíacas.

Obviamente que muitas características desta geografia nos trazem um certo temor, já que o Japão sofre 1.500 terremotos todos os anos, tão comum que eles até já se “acostumaram” com o “treme treme”. Tanto os terremotos quanto os vulcões são causados pela sua localização na junção de quatro placas tectônicas: Pacífica, Filipinas, Euro-asiática e Norte-Americana.

A saber, o terremoto ocorrido próximo ao Japão em 2011, um dos mais fortes até hoje, acelerou a rotação da Terra, diminuindo o dia em 1,8 micros segundos. Não sei você, mas estes micros segundos me fazem uma falta danada no dia a dia (risos).

A nossa convidada de hoje é a Mirella, @miihfunatsu, uma brasileira, descendente de japonês, que vive no Japão. Ela vai nos contar que cidades lindas valem a pena colocar no seu roteiro, próximas a Tóquio, ou seja, vários bate e voltas.

A Mirella traz vários aprendizados deste povo tão “misterioso” e com tanta sabedoria. Em uma das suas postagens ela fala sobre perseverança, algo que os expatriados, muitas vezes aprendem na prática e de forma dolorosa. Mas com os ensinamentos japoneses, talvez se torne mais fácil.

Sobre Mirella Funatsu

Me chamo Mirella Funatsu, tenho 27 anos, casada, sansei (terceira geração após a primeira ter se mudado para um Estado estrangeiro), vim a primeira vez que fui ao Japão e estou morando desde julho de 2019. Trabalhei numa fábrica de alimentos, mas no momento estou em transição de emprego.

Mirella Funatsu

Vim morar aqui em busca de uma melhor oportunidade e também para vivenciar novas experiências. De fato, não vim em busca de fazer dinheiro apenas, é claro que isso faz parte dos planos, mas nunca foi o nosso (do meu marido e meu) maior objetivo.

É um desafio enorme morar em outro país sabendo apenas um pouquinho do idioma e começar “tudo do zero”, mas confesso que estou amando. Coloco entre aspas, pois meu irmão já morava aqui, então isso me trouxe para uma realidade de adaptação mais simples e confortável.

Antes de vim, pesquisei muito sobre o Japão, acompanhei vários canais no YouTube, blog e feed do Instagram, onde pude aprender muita coisa do dia a dia e que me ajudou no processo de adaptação.

Mirella, com o marido e o irmão no Japão

Acredito que assim como eu, muitas pessoas passam por vários desafios em coisas simples do dia a dia. Por exemplo, quando saímos do nosso ambiente, um simples fazer compras no mercado. Aliás, já comprei cada coisa errada!

Pensando nisso resolvi compartilhar minhas experiências no meu instagram @miihfunatsu e no meu canal do YouTube, Mirella Funatsu, para que outras pessoas passem menos perrengues neste país incrível e de uma cultura bem diferente da nossa. Espero que o conteúdo possam lhe ajudar!

Japão é sinônimo de…

O Japão é sinônimo de oportunidade, segurança, melhor qualidade de vida, mas também de muito esforço para conseguir os seus objetivos. Aqui facilmente conseguimos um novo emprego. De fato, você só precisa procurar e estar disposto às novas mudanças, têm até vagas de emprego que oferecem bônus de contratação.

Tóquio

Porém temos o lado do trabalho, no qual acredito que seja a realidade não só dos japoneses, como da maioria dos brasileiros. Muitas vezes o trabalho é exaustivo, chegando a trabalhar 12 horas em pé, isso até dá para acostumar.

Mas o que realmente torna exaustivo é o turno alternado, isso vai depender muito da fábrica, no meu caso eu trabalhava duas semanas no turno da manhã e duas semanas no turno da noite, no meu próximo emprego o turno será alternado semanalmente.

Diferenças culturais

Embora muitas características dos japoneses nos causem certa estranheza, por outro lado temos também muito que aprender com eles, seja em relação a disciplina, tecnologia ou educação.

Tóquio, Japão

Falando de disciplina: Só para se ter uma ideia, eles são tão disciplinados e pontuais, que acontece muitas vezes de terem que pedir desculpas, porque o trem chegou antes da hora. Outro exemplo tão distinto da nossa cultura é o fato de aprenderem a deixar limpo o ambiente que utilizam. Por exemplo, professores e alunos limpam suas salas de aula e outras áreas da escola também.

O fato da disciplina em relação a limpeza dos ambientes ficou mundialmente conhecido, quando os torcedores japoneses limparam os estádios no final de uma das partida da Copa do Mundo antes de irem embora. De fato, a limpeza das cidades japonesas impressiona, não porque tem alguém limpando, mas porque eles fazem questão de não sujar.

Além da tecnologia desenvolvida por eles em vários setores, é interessante observar como adaptaram e modificaram inclusive formatos da natureza. Estou falando das melâncias quadradas, que crescem dentro de uma caixa, para que seja mais fácil o transporte e armazenamento. Óbvio, que hoje lucram com isso, já que tem melância até em formato de coração.

No Japão é interessante observar como o estudo faz diferença na vida das pessoas e no desenvolvimento do país. O mesmo possui uma alta taxa de alfabetização, bem próxima de 100%.

Embora o sistema educacional japonês seja, às vezes, criticado por focar muito mais na teoria do que na prática e por não incentivar o pensamento original entre os alunos em favor da memorização. De fato, é assim que o país consegue atingir uma média praticamente total de alfabetização entre sua população.

Japoneses são conservadores

Os japoneses são muito conservadores, ou seja, aqui é “cada um no seu quadrado”. A não ser que estejam acostumados com a convivência de estrangeiros, dificilmente eles vão iniciar uma conversa.

Mas onde eu morava sempre que precisei de ajuda em algum tipo de atendimento, ou pedido de informação, eles me ajudaram, tentaram entender minha conversação básica, às vezes eles ficam mais nervosos do que eu. (risos)

Posso citar uma lista do que não fazer aqui no Japão por ser uma cultura bem diferente. Um dos principais e básicos, é tirar o sapato antes de entrar em casa, alguns templos e restaurantes também.

Apenas como informação, o Genkan é a área de entrada tradicional para casas e prédios japoneses constituída de uma varanda ou uma sala, com um tapete e onde se deve retirar os sapatos.

Genkan, Japão

O primeiro motivo é por questões higiênicas e mostra também que você tem respeito com o interior, mas o motivo principal é que os japoneses acreditam, que assim, eles estão evitando que energias impuras da rua quebrem a harmonia do lar. Pois os japoneses acreditam muito em energia.

Falar alto é outro ponto. Sério! O nosso normal chega a ser alto perto dos japoneses, eles costumam falar bem baixinho. Eles são educados e procuram não incomodar ninguém, por isso eles evitam falar alto, ouvir música alta ou jogar com o som alto no celular.

Silence

Morar no Japão nos traz aprendizados

Uma das transformações que o Japão me trouxe, foi me tornar uma pessoa mais paciente e saber lidar de forma calma com as dificuldades do dia a dia. Então, deixo aqui o ensinamento, para que você também aprenda e coloque em prática, se tornando mais paciente e tendo tranquilidade para enfrentar os desafios de maneira mais leve.

Gaman: Termo japonês de origem zen-budista que significa “suportar o aparentemente insuportável com paciência e dignidade”. O termo é traduzido como “perseverança”. Sendo a persistência de seguir em frente, de não desistir no primeiro obstáculo, de encarar as dificuldades como aprendizados.

Mirella, Japão

É o não reclamar, se reerguer, recomeçar e acreditar que vai melhorar. Sempre existe esforço e lições envolvidas. Quem segue o Gaman tem um olhar mais compreensivo com o mundo e com os problemas que surgirem.

Terremotos

Em relação aos terremotos, vamos nos “acostumando” sim, mas quando são fracos. Aliás, por aqui geralmente acontece pelo menos uma vez no mês.

A primeira vez foi uma sensação estranha, pois eu não sabia o que fazer. Estava cozinhando, só lembrei de desligar o fogo e fiquei totalmente perdida, foi um tremor curto de nível 3 com aproximadamente 5 segundos, logo no terceiro dia de Japão. Foi tenso!

Mas o dia que eu realmente senti medo foi recentemente em fevereiro, pois foi um terremoto de nível 6, sendo o nível máximo 9 na Escala Richter. Tudo tremeu por aproximadamente 30 segundos que parece pouco, mas acredite, isso é muito tempo.

Tentei levantar e não consegui, a casa toda treme, faz um barulho estranho, todos os celulares emitem um sinal de alerta, mas não tem como estar preparado, o alerta chega quando já está tremendo ou um segundo antes. Às vezes, assustamos mais com os alertas do que com o próprio terremoto.

A instrução é ficar dentro de casa e deixar as portas abertas para uma possível evacuação, proteger a cabeça, se afastar de móveis grandes e pesados e se possível, ir para debaixo da mesa.

Como prevenção fazemos estoque de água e alimentos práticos como macarrão instantâneo para pelo menos 3 dias e deixamos os documentos importantes em um local de fácil acesso. O ideal é ter um kit de emergência, mas que ainda preciso providenciar.

Viagens pelo Japão

Cada viagem que fazemos por aqui podemos sentir uma nova sensação, é um país de muitos contrastes entre o antigo e o moderno. Muitas vezes é possível sentir esse contraste em um único lugar.

Partindo de Tóquio

Agora vamos aos lindos destinos que você deve colocar no roteiro, principalmente quando for a Tóquio.

As viagens que fizemos, tirando a ida a Tóquio que fomos de trem, sempre fomos de carro e fazendo bate e volta, para ser uma viagem mais rápida, já que só temos o final de semana para aproveitar.

Para aproveitar ao máximo cada lugar que visitamos, optamos ir pelas vias expressas que são as vias com pedágios, assim, pagamos de acordo com o trecho que utilizamos e podemos andar aproximadamente a 100km/h. A saber, nas ruas convencionais geralmente é permitido apenas 40km/h, em alguns trechos pouco mais que isso.

Tóquio

Nossa ida à Tóquio foi uma viagem bem diferente, pois fomos de trem e metrô, que é a opção mais prática e conveniente, já que é fácil encontrar estações por perto. Assim podendo aproveitar para conhecer vários lugares em um único dia. Neste período, ainda morávamos em Kazo.

Shibuya é um dos bairros mais movimentados de Tóquio, é um lugar para estar na lista de viagem. Além de ser um lugar excelente para fazer compras, desfrutar da vida noturna e comer em bons restaurantes, você ainda verá ao vivo a travessia de pedestres mais movimentada do mundo, conhecido como “Shibuya Crossing”.

Shibuya crossing, Tóquio

A saber, é um corre-corre de muita gente para todos os lados que você acaba se esquecendo que está no meio de uma rua e do nada a rua fica vazia, dando espaço para os carros passarem. É uma loucura. Eu esqueci e tive que sair correndo. (risos)

Para admirar e se surpreender com a movimentação das pessoas, vá até um café no Starbucks ou no Cafe L’Occitane e procure por uma mesa perto das janelas. Sente-se e apenas observe um “caos controlado”. Às vezes até parece que as pessoas nas ruas vão se trombar, mas na verdade tudo flui muito bem.

Também está neste bairro, a estátua do cachorro Hachiko que virou filme. Aliás, se não assistiu ainda, assista. Claro, que também vale a pena visitar a torre de Tóquio, entre tantas outras atrações que a cidade oferece.

Tóquio, Japão

Kazo

Assim que cheguei, morei na província de Saitama, na cidade de Kazo. É uma cidade bem tranquila do interior, mas que tem uma ótima estrutura como shopping, home center, muitos parques (pracinhas), vários restaurantes e muito arrozal. (risos).

Kazo, Japão
Crianças em Kazo

O clima no Japão é muito bem definido. A região de Kazo é considerada mais quente, portanto no inverno é difícil de nevar, mesmo assim temos temperaturas negativas com o mínimo de -7 graus. Já no verão, uma máxima de 42 graus, ou seja, o clima é extremo.

Fui morar na cidade de Kazo, porque meu irmão já morava lá e assim conseguimos indicação para o trabalho, logo já tínhamos uma noção de como seria. Assim, no meu caso foi mais fácil, pois eu enchia meu irmão de perguntas (risos), pedia para fazer vídeos, o que nos ajudou muito.

A cidade não tem ponto turístico, pois é uma cidade pequena, então o que tínhamos era ir ao shopping. Mas gostei muito de Kazo por ser uma cidade bem tranquila, cheia de parques, não é muito antiga e é bem pertinho de Tóquio, apenas 67 km.

Templo em Kazo

O mais diferente para nós brasileiros é que em qualquer cidade vai ter pelo menos um templo, nem que seja um pequeno. Mas falando do Japão em si, tem muito para conhecer, desde locais antigos e históricos a lugares super modernos como Tóquio, a capital.

Templo de Kazo no Japão
Templo em Kazo

Certamente, a maior dificuldade na adaptação ainda é o idioma. Assim, desde que resolvi morar no Japão foquei mais no estudo da língua que no início é bem difícil. De fato, estudar e ao mesmo tempo colocar em prática é totalmente diferente. Mas isso ajudou muito na adaptação, tanto que hoje consigo fazer as coisas básicas como, por exemplo, ir ao banco ou na prefeitura sem precisar de tradutor.

Nagoya

Nagoya é a terceira cidade mais rica do país, atrás de Tóquio e Osaka. Tem uma população de quase 2 milhões de habitantes e está localizada entre Tóquio e Osaka. Assim, vale muito a pena conhecer e vou lhe apresentar os motivos.

Nagoya, Japão

Em primeiro lugar, por ser uma cidade portuária, sendo um dos maiores portos do Japão. Este porto inclusive tornou-se atração turística.

Em segundo lugar, vale ressaltar que Nagoya não é uma cidade turística, mas é moderna e desenvolvida, tendo assim vários pontos turísticos.

Pode parecer contraditória, mas saiba que Nagoya é uma das cidades que mais recebe brasileiros no Japão. Inclusive, até existem placas na cidade escritas em português. Até as orientações do maquinista do metrô são traduzidas para o português (risos). Sinceramente, assim fica mais fácil viajar para o Japão, sem saber ler e falar em japonês.

Estação Nagoya

Se você for a Nagoya usando o trem, certamente chegará na estação de trem que é considerada uma das maiores do mundo e abriga duas torres com mais de 50 andares cada uma, que receberam o apelido de twin towers, apesar de serem diferentes. A saber, é a sexta estação de trem mais movimentada do Japão.

Castelo de Nagoya

Este castelo tem mais de 400 anos e é ícone da cidade.

Castelo de Nagoya, Japão

Visite também o Oasis 21, um lindo e moderno complexo que tem como tema “Nave espacial Aqua”. E se você gosta de museus, saiba que tem o Toyota Automibile Museum, que conta com aproximados 160 veículos do mundo todo, e o Nagoya CItu Science Museum, que abriga o maior planetário do mundo.

Nikko

A cidade de Nikko é um excelente destino para fazer um bate e volta. Localizada na província de Tochigi, é conhecida pelo número de atrações.

Em Nikko temos diversos templos, um pertinho do outro e lá você sente uma energia diferente, aquela sensação de paz. Um lugar para recarregar as energias, além de ser muito bonito, principalmente no outono quando as folhas ficam todas vermelhinhas 🍁…é um cenário incrível!

Lago Chuzenji

Um lindo lago que se formou a partir da cratera inundada de um vulcão e que dá origem a uma das maiores quedas d’água do país, uma cachoeira nomeada Kegon.

Lago Chuzenji

Santuário Toshogu

A Unesco listou o mesmo como Patrimônio da Humanidade e ele homenageia o Xogum Tokugawa Ieyasu, o homem que unificou o Japão no século 17. Construído sob o comando de seu neto e sucessor, Iemitsu, o amplo complexo, cercado por uma floresta de antigos ciprestes, é uma infindável alegoria de esculturas, edifícios ultra-decorados, portões e templos.

O líder militar Tokugawa Ieyasu escolheu o lugar há 1200 anos e lá 15 mil artesãos trabalharam para talhar, dourar e laquear a impressionante construção.

Templo

Toshogu é um templo xintoísta. Era comum que os locais de culto contivessem elementos de ambas as religiões até o período Meiji, quando o xintoísmo foi deliberadamente separado do budismo.

Em todo país, os elementos budistas foram removidos dos santuários e vice e versa, mas em Toshogu as duas religiões estavam tão misturadas que a separação não foi realizada completamente.

Templo

A saber, como existe uma pergunta frequente sobre igrejas no Japão, digo-lhe que existem, mas não é tão comum encontrar, entretanto existem muitos templos budistas e xintoístas que são as religiões predominantes no país. E muitos deles tem uma beleza exuberante e que vale a visita também pela energia do lugar.

Ponte Shinkyo

Uma ponte tão charmosa, que é considerada uma das três mais lindas do Japão.

Nagano

Outra cidade, relativamente próxima de Tóquio, 200 km, que atrai muitos turistas e fotógrafos e não é a toa, pois nela fica localizada o parque Jigokudani, onde macacos da montanha tomam banhos termais.

Em Nagano pudemos conhecer o interior do castelo de Matsumoto, até agora este foi um dos lugares que mais pude sentir a sensação de estar no passado, já que o seu interior é mantido de forma original.

Além disso, a região conta com 9 das 12 montanhas mais altas do Japão, sendo muito utilizadas durante o inverno para esquiar. E por ter sido sede dos jogos olímpicos de inverno, conta hoje uma grande infraestrutura que é usada como turística.

Takasaki

Visite o Byakuedaikannan, um templo budista, localizado na cidade de Takasaki, em Gunma. A estátua tem 41,8 metros de altura e sabe o que é o melhor? Podemos visitar o seu interior que possui 9 andares com uma visão incrível do alto. Possui uma linda vista caso visite na primavera.

Oarai beach

Se você estiver visitando o Japão no verão, visite a Oarai Sun Beach, na província de Ibaraki, que tem um boa infraestrutura para receber os banhistas. E como o mar é calmo, é ideal para famílias com crianças e idosos.

Fica apenas a 100 km de Tóquio, podendo ser outro bate e volta excelente.

Uma praia cheia de pedrinhas e ao mesmo tempo com acessibilidade para cadeirantes, desde 1997. Além disso, é considerada pelo Ministério do Meio Ambiente como 5 estrelas no quesito água limpa.

Curiosidades:

  • Poucas são as praias com areia naturalmente clara no Japão;
  • Em algumas praias existem regras, como ouvir música, consumir bebidas alcoólicas e restrição às pessoas com tatuagens;
  • Os japoneses não tem o costume de se bronzear, aliás, fogem do sol. É normal encontrar pessoas usando manga longas e sombrinhas;
  • Quando alguém se aproxima de uma área perigosa o alto falante imediatamente avisa sobre o risco;
  • Não é permitido vender comida e bebida;
  • Existe a temporada de praia (julho/agosto), e fora dela, você encontrará as mesmas desertas.

Monte Fuji

Com toda a certeza, este foi o meu bate e volta preferido. Ficar perto do Monte Fuji. Seja de onde for, a sensação que ele transmite é difícil de explicar, ele é majestoso.

Monte Fuji, Japão

Em volta, a paisagem é encantadora, cheio de montanhas e grandes lagos, tem ótimos lugares para fotografar, caminhar, meditar.

Lembro que quando era pequena tinha um quadro dele na minha casa e sempre fiquei admirada e agora tenho a oportunidade de vê-lo de pertinho. Com certeza é a realização de um sonho.

Sem dúvida, você em algum momento da sua vida, já viu a imagem do Monte Fuji, seja em fotografias ou pinturas. Já que o Monte também é reverenciado por mestres da pintura, poetas e músicos.

Escaladores e Montanhistas

Localizado na fronteira das províncias de Shizuoka e Yamanashi, o monte ja é lindo visto de baixo, agora imagina a vista de cima. Mas para a subida vale ressaltar que tem um período específico, claro que no verão, quando a neve do seu cume já derreteu.

Aos amantes das escaladas ou pessoas com bastante disposição, vale a pena, já que não é uma escalada tão impossível, apenas um trekking puxado. Apenas saiba que assim como você, milhares de pessoas desejam também subir o Monte, e como a trilha é um tanto apertada, as filas muitas vezes são intermináveis.

Muitos montanhistas apreciam a vista ao escalarem seus 3776 metros. A saber, a série de pinturas produzidas, entre os séculos 18 e 19, por Katsushika Hokusai, conhecidas como As 36 Vistas do Monte Fuji, estão entre o melhor da produção iconográfica clássica do arquipélago.

Óbvio que tamanha beleza fez com que a Unesco o declarasse como Patrimônio da Humanidade. Olha que legal o que vou lhe contar. Mesmo o Monte estando localizado a 138 km de Tóquio, devido a sua altura, é possível visualizá-lo de alguns pontos de Tóquio: Tokyo Sky Tree, Bunkyo Civic Center, Tokyo Metropolitan Government Building.

Tsuru – Yamanashi

A cidade fica localizada na província de Yamanashi. E lá tem uma cachoeira linda formada a partir de uma erupção do Monte Fuji, por onde o rio Katsura veio a fluir. Ao longo das margens, colunas de pedras foram formadas enquanto a lava esfriava, criando rachaduras verticais que resultam na sua forma distinta.

A aparência atual da cachoeira mudou muito desde o século XIX. Sendo antigamente constituída por duas quedas, uma superior e uma inferior. A parte inferior com um total de 20 metros de queda e se estendia por 7 metros de comprimento. Dizem que naqueles dias as cataratas faziam tanto barulho que se podia ouvi-lo desde Uenihara, a cerca de 25 km.

Em 1898, no entanto, ambas as margens desabaram devido à erosão, destruindo a queda mais baixa. Outros colapsos ocorrem como resultado do Grande Terremoto em Kanto, em 1923, que nivelou grande parte de Tóquio, fazendo com que a queda restante se movesse por 30 metros.

Em 1956, um aterro artificial foi instalado para evitar mais erosões e, assim, as Cataratas do Tahara chegaram a sua forma original.

Cachoeira de Tahara, Japão

Yamanashi é puro amor

Não teria como terminar este post de forma diferente. Você já tinha visto uma árvore com coração? Esta é uma sakura, localizada em Yamanashi e esta corda amarrada se chama shimenawa e indica que é uma árvore sagrada. Sendo protegida pelo kodama, o espírito que protege as florestas, atuando como um guardião da natureza.

Yamanashi

Curiosidade do Japão

Você sabia que o Japão é dono de uma das mais altas expectativas de vida do mundo? Ela gira em torno de 88 anos. Em 2017, tinha mais de 60.000 pessoas com mais de 100 anos de idade. Este número cresceu tanto, que para se ter uma ideia, em 1971, eram apenas 339 e o governo começou a presentear os centenários com um prato de prata.

Entretanto em 2014, o governo teve um gasto de 2,1 milhões de dólares quando alcançou 29.000 centenários, então o governo mudou a forma de presentear. (risos). O mais legal é pensar que hábitos levam a isso, ou melhor, como se chegar aos 100 anos de idade de maneira saudável?

E para surpresa de muitos são 6 coisinhas básicas que contamos no seguinte artigo: Como ter uma vida saudável e feliz. Você é o seu melhor remédio.

E por aqui terminamos o artigo de um pedacinho do Japão


Você já visitou o Japão? Se não, tem vontade de conhecer essa cultura milenar?

Mas se você já visitou e tem dicas para compartilhar com nossos leitores, agradecemos. Ah, sugestões e críticas também são bem-vindas!

E se gostou das dicas, confira também os artigos de brasileiros que vivem em outras cidades como Orlando, Boston, Madrid, entre outras.

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Beijinhos e até mais



Mirella Funatsu

Me chamo Mirella Funatsu, tenho 27 anos, casada, sansei (terceira geração após a primeira ter se mudado para um Estado estrangeiro), foi a primeira vez que fui ao Japão e estou morando desde julho de 2019. Com o objetivo de mostrar as maravilhas do Japão, resolvi compartilhar minhas experiências no meu instagram @miihfunatsu e no meu canal do YouTube.

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